iUP25k vai voltar a premiar as melhores ideias da U.Porto

Têm ligação à Universidade do Porto e uma ideia criativa, científica ou tecnológica em fase inicial? Não sabem como desenvolvê-la? Então a resposta pode estar no iUP25k, o concurso de ideias de negócio da Universidade do Porto que vai voltar a premiar, com mais de 25 mil euros em prémios, as melhores ideias da Universidade. As candidaturas já estão abertas e vão decorrer até 27 de abril de 2026 às 18h (hora de Portugal continental). Para participar bastam apenas dois passos: assinar a declaração de compromisso e submeter do formulário de candidatura. Organizado pela U.Porto Inovação, o iUP25k tem como objetivo ser uma verdadeira ação de ignição para o empreendedorismo e para a criação de empresas inovadoras e com impacto. Além disso, pretende premiar os estudantes, cientistas, professores, funcionários ou alumni da U.Porto que, com os seus projetos, pretendam valorizar o conhecimento gerado na instituição. O iUP25k 2026 é a 12ª edição do concurso que, desde a sua criação em 2010 já apoiou dezenas de ideias. Este ano, conta com o apoio dos parceiros Caixa Geral de Depósitos, UPTEC e Astrolábio, e há prémios reservados para os três primeiros classificados, incluindo monetários. São eles: 1º lugar: 3 mil euros em dinheiro, período de incubação na UPTEC, acesso à School of Startups: Foundations e à School of Startups Entrepreneurs, também da UPTEC, e serviços de consultoria em empreendedorismo. 2º lugar: 2 mil euros em dinheiro, acesso à School of Startups, da UPTEC, e consultoria em empreendedorismo 3º lugar: 1 mil euros em dinheiro, acesso à School of Startups, da UPTEC, e consultoria em empreendedorismo Quaisquer dúvidas podem ser tratadas por email (bip@reit.up.pt) ou por telefone (+351220408077) Sobre o iUP25k Lançado em 2010, o iUP25k rapidamente se estabeleceu como um instrumento de sensibilização para o empreendedorismo e criação de novas empresas que tenham por base processos de exploração de conhecimento e inovação. Depois de sete edições consecutivas, o iUP25k fez uma pausa, tendo regressado em 2022 e vindo a repetir-se desde então. No ano passado a equipa vencedora foi a OnCure Therapeutics, uma alternativa não tóxica à quimioterapia para doentes com cancro de mama triplo negativo (TNBC), a forma mais letal de cancro de mama. Foram premiados também os projetos Allo Pharma Research,e AI4BirthCare.   Esta edição do iUP25k conta com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, da UPTEC e da Astrolábio.

U.Porto Inovação encerra 2025 com resultados e novidades

  ­“A U.Porto Inovação é um serviço da Universidade do Porto cuja missão é valorizar, do ponto de vista económico e social, o conhecimento gerado na nossa universidade. No ano passado, o desempenho de excelência da U.Porto Inovação contribuiu para consolidar a liderança da Universidade do Porto na área da inovação.” São palavras de Pedro Rodrigues, Vice-Reitor para a Investigação e Inovação, fazendo uma retrospetiva do trabalho no ano passado. Mantendo uma equipa estável, focada em consolidar o trabalho feito mas, ao mesmo tempo, aberta a um futuro inovador, a U.Porto Inovação encerrou o ano de 2025 com números fortes e encorajadores. “Mantivemos o nosso ritmo na ligação da Universidade do Porto ao tecido económico”, refere André Fernandes, Diretor da U.Porto Inovação. O grupo de 10 pessoas trabalhou, assim “em três eixos principais”, contribuindo para essa ligação de três formas complementares: “proteção e comercialização dos resultados de investigação, criação de empresas deep-tech; e interface com a indústria, acrescenta André Fernandes. Em todas as três áreas de intervenção a U.Porto Inovação trabalhou para alcançar metas e superar os objetivos traçados. Primeiro passo: proteger o conhecimento No que toca à propriedade intelectual (PI), em 2025 chegaram às mãos da equipa da U.Porto Inovação 53 comunicações de invenção, o melhor ano de sempre desde a criação do serviço em 2004. Refletindo investigação de uma grande variedade de áreas de investigação, as comunicações de invenção recebidas pela U.Porto Inovação, desde a sua fundação, totalizavam, no final do ano passado, 631. “Este resultado reflete o dinamismo do ecossistema de investigação da Universidade do Porto, nomeadamente o aumento da colaboração científica entre a Universidade e os seus Institutos Associados”, refere o Diretor André Fernandes. Analisadas as comunicações de invenção, o próximo passo é, quando se cumprem os critérios exigidos, avançar para a proteção do conhecimento. Em 2025 foram submetidos 35 pedidos de prioridade nacional em Portugal junto do Instituto de Propriedade Industrial (INPI) e 14 pedidos de extensão internacional (PCT). Além disso, foram ainda submetidos 2 pedidos de prioridade internacional e 29 pedidos de patente no estrangeiro, em territórios como Austrália, Brasil, Canadá, China, Europa, Estados Unidos, Brasil, Canadá, China, Israel e Japão.  No que diz respeito a concessões de patente, foram 12 as patentes concedidas em Portugal e 144 no estrangeiro, de longe o maior número de sempre, alcançado num ano, desde a criação desta equipa que se tem dedicado à proteção e valorização do conhecimento dentro da Universidade do Porto. No final de 2025, o portfolio de patentes da U.Porto concedidas ultrapassava as 700 (742), sendo 111 nacionais e 631 internacionais. Tendo em conta todas as novas patentes submetidas, mas também as que foram caindo ao longo do ano, a U.Porto terminou 2025 com 742 processos ativos de patentes no seu portfolio. ... para impulsionar o seu crecimento e, assim, ajudar a valorizar a investigação Além de proteger, outra das importantes missões da U.Porto Inovação é valorizar a investigação e fazer o possível para a transferir para o mercado de forma a beneficiar o tecido económico e social. Em 2025 foram assinados dois contratos de exploração comercial - venda de duas tecnologias à Wisify Tech Solutions e um licenciamento de tecnologia à empresa Dimas & Silva – e um contrato de opção com a empresa Dourogás. A par disso, a U.Porto Inovação participa em quatro projetos enquadrados no Portugal 2030 que apoiam o registo de patentes, modelos de utilidade ou desenhos industriais por entidades de investigação não-empresariais, com o objetivo de fomentar a proteção da propriedade intelectual e industrial. Os projetos aprovados, todos eles em curso na Faculdade de Engenharia (FEUP), trarão recursos para a Universidade proteger quatro invenções durante três anos, financiando-as num total de 164 mil euros, isto é, 85% do investimento da Universidade nessas tecnologias. Os projetos são financiados pelos programas Portugal 2030, Compete 2030 e Norte 2030. Além das novidades, U.Porto Inovação manteve, em 2025, o foco em ajudar a alavancar as tecnologias “made in” U.Porto, com a noção de que a questão financeira é fundamental e, muitas vezes, algo que impede o avançar dos projetos. Nesta base, foi lançada a maior edição de sempre do BIP PROOF – o programa de provas de conceito da Universidade do Porto. No total, e graças ao apoio dos já habituais parceiros Fundação Amadeu Dias e Caixa Geral de Depósitos, 11 projetos da Universidade do Porto receberam mais de 100 mil euros de financiamento para as suas tecnologias. Desde a sua criação, em 2018, o BIP PROOF já financiou mais de 50 ideias inovadoras com mais de 600 mil euros, causando impacto a vários níveis.  Em simultâneo, a aposta continuada no empreendedorismo, este ano dando uma nova atenção às mulheres líderes Em paralelo com as atividades de proteção e valorização de conhecimento, 2025 continuou a ser um ano de aposta da U.Porto Inovação em programas de empreendedorismo, capacitação e orientação para o mundo dos negócios. Os programas bandeira continuaram – iUP25k, BIP Acceleration e BIP Ignition – com os seus habituais, e já conhecidos, prémios monetários e outros. Mais de quarenta ideias concorreram a estas iniciativas e nos primeiros lugares do iUP25k 2025 ficaram os projetos OnCure Therapeutics, Allo Pharma Research e AI4BirthCare. Já o BIP Acceleration premiou as ideias EcoWires, ALVA e VANTAGE 4MB. A grande novidade do ano 2025 foi o lançamento do SheLeads Ventures, o primeiro programa de liderança feminina para o empreendedorismo da Universidade do Porto. Pensado pela U.Porto Inovação em parceria com várias entidades parceiras, o SheLeads pretende capacitar e impulsionar o potencial de mulheres líderes. A primeira edição recebeu 70 candidaturas e distinguiu três projetos inovadores liderados por mulheres com um total de 4500€ em valor monetário além de outros prémios em serviços e consultoria. Ainda no tema do empreendedorismo de base científica e tecnológica, não podemos deixar de falar do The Circle. No ano passado 10 novas empresas receberam a chancela U.Porto Spin-off, passando a pertencer ao The Circle, que terminou o ano com 122 empresas abertas e em funcionamento. A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) é a nova entidade parceira do clube. Juntas, as spin-offs U.Porto geriam, no final de 2025, mais de 70 patentes, geraram mais de 115 milhões de euros de volume de negócios e já contribuíram para a criação de mais de 1800 postos de trabalho. Informação mais detalhada sobre a rede de empresas spin-off U.Porto pode ser encontrada na brochura anual do The Circle, aqui. O compromisso da Universidade do Porto com a criação de empresas com génese universitária foi reconhecido em 2025, no relatório “Spin-offs: Driving innovation across the EU-27”, da Comissão Europeia. Nele, a Universidade do Porto aparece destacada como uma das universidades europeias que mais contribuíram para a criação de spin-offs, entre 2017 e 2023. Com 89 empresas geradas no período em questão, a U.Porto está  no “top 10” das mais inovadoras da União Europeia. Mais networking e aproximação a parceiros dentro e fora da Universidade do Porto A aproximação ao meio empresarial manteve-se em 2024. A U.Porto Inovação organizou quatro sessões A2B (Academia to Business) com a Casa Alta, Smarkio, Galp e Soja de Portugal. Estes encontros já se realizam há mais de dez anos e totalizam 78 sessões, com mais de 1800 participantes entre académicos e membros de empresas, sejam elas grandes indústrias nacionais, startups ou spin-offs da U.Porto.  No que diz respeito a parcerias, a U.Porto Inovação continuou envolvida no projeto EUGLOH 2.0 e, além disso, viu aprovado o UI-TRANSFER 2.0 (uma continuação do UI-TRANSFER), um projeto cofinanciado pela União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, enquadrado no Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE 2030) do Portugal 2030. Dele fazem parte todas as universidades públicas das regiões Norte e Centro de Portugal, e o objetivo é aumentar a valorização do conhecimento científico e tecnológico, através do desenvolvimento de dinâmicas de rede.  O UI-TRANSFER 2.0 foi um aliado importante no financiamento de iniciativas dinamizadas pela U.Porto Inovação em 2025, como é o caso do BIP PROOF, BIP Acceleration e sessões A2B. Foi fundamental também para a organização de alguns workshops e palestras em áreas diversas.  Importa destacar também, voltando um pouco ao tema da propriedade intelectual (PI) mas incluído também no reforçar de networking e laços, o reforçar do acordo chapéu entre U.Porto e INESC TEC, assinado em 2022, que tinha como objetivo estabelecer as fundações para uma gestão da PI em conjunto. Em julho de 2025 as duas equipas reuniram para reforçar essa relação institucional. Por fim, mas não por último (apesar de já no final do ano) a Universidade do Porto coorganizou, a partir da U.Porto Inovação, a primeira edição do UniVerse – Academia Empreendedora em parceria com outras seis universidades portuguesas: Coimbra, Aveiro, Algarve, Évora, Madeira e NOVA FCT. O evento teve lugar no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, e por lá passaram centenas de pessoas.  Equipa consolidada e com objetivos para um futuro promissor “Estes exemplos refletem o investimento da Universidade do Porto na internacionalização dos resultados de investigação, bem como o apoio contínuo prestado pela U.Porto Inovação à comunidade científica na valorização do seu trabalho”, refere Pedro Rodrigues.  Assim, e tendo sempre em conta os “desenvolvimentos recentes no mundo”, o Vice-Reitor refere que a instituição está ainda mais determinada em “reforçar a investigação e a inovação na Universidade do Porto”, conclui. A brochura da U.Porto Inovação em números, referente ao ano de 2025, pode ser consultada aqui.

U.Porto Inovação, SIP e RegMetrics dão formação a 50 pessoas

  Na semana passada mais de 50 pessoas assistiram ao workshop sobre regulamentação de dispositivos médicos, uma organização conjunta da Universidade do Porto - através da U.Porto Inovação e do Serviço de Investigação e Projetos (SIP) - e da empresa RegMetrics.  A empresa - uma spin-out da Universidade de Oxford - trabalha para orientar passo a passo ao longo da jornada regulatória, desde a classificação do dispositivo médico até ao cumprimento dos requisitos adequados. O era que no final do workshop, os participantes estivessem bem posicionados para continuar as suas candidaturas à marca CE, oferecendo acesso tanto ao mercado médico europeu como ao do Reino Unido. Foram vários os aspetos abordados ao longo da sessão, começando pela definição exata de um dispositivo médico. O fator de diferenciação está, como referiu a RegMetrics, no "intended purpose". Dando alguns exemplos, a cama de casa é considerado um wellness device, enquanto a cama de hospital já é considerado um medical device. Na cama de hospital tudo é programado para prevenir a doença, nomeadamente o material e a desinfeção; além disso a cama sobe e desce, uma componente desenhada para cuidar dos profissionais de saúde, prevenindo dores de costas, por exemplo. Já as lentes de contacto (sem correção) não tem um medical purpose, porque não corrigem a visão, mas entram em contacto com o corpo humano e, portanto, têm de estar regulamentadas. A classificação dos dispositivos médicos é também importante para saber o nível de risco: Classe I (não fazem mal, não precisam de ser auditados, chegam rápido ao mercado), Classe II a, II b ou II, ou Classe III, o de maior risco. O software da RegMetrics permite obter essa classificação, enviando depois a documentação à entidade regulatória. Permite ainda analisar tanto a segurança como a performance do dispositivo médico e saber o nível de risco, porque, na altura de fazer candidaturas a fundos, ou pitch a investidores, essa é uma informação essencial. Ao longo de todo o workshop a empresa enfatizou a importância de todos os dispositivos médicos estarem para "assegurar a segurança da performance", e que se deve começar a pensar nesse aspeto logo no início da investigação científica. Conforme concluíram, "será mais fácil vender uma tecnologia se esta estiver bem documentada e regulamentada".  

Tecnologia da U.Porto licenciada à Dimas & Silva

  O processo de produção de cortiça gera, todos os anos, grandes quantidades de um subproduto pouco aproveitado, mas com grande potencial: o pó de cortiça. Esse é um tema que preocupa o setor, quer do lado da indústria quer do lado da ciência e investigação. Nesse sentido, uma parceria entre a empresa Dimas & Silva e um grupo de investigadores da Faculdade de Farmácia da U.Porto e da UCIBIO, liderados por Isabel Martins de Almeida do Laboratório de Tecnologia Farmacêutica  da FFUP, chegou a bom porto e vai, agora, começar a tratar de levar a solução desenvolvida ao mercado. O Cork2Cosmetics foi um verdadeiro arregaçar de mangas destes dois grupos com áreas de saber distintas, mas com um objetivo comum: pensar numa solução para “explorar plenamente o potencial do pó da cortiça”, como refere Isabel Martins de Almeida, e, com isso, maximizar o seu valor económico. E vão fazê-lo através da incorporação do pó em produtos cosméticos, “dando uma nova vida a este recurso negligenciado”.  Este é um modelo de colaboração que a Universidade do Porto incentiva, juntando empresas e indústria em projetos. Depois, se os resultados forem exploráveis e de interesse comercial, é negociada a licença de exploração dos resultados de investigação, que foi o que aconteceu neste caso: um “verdadeiro exemplo de sucesso de um projeto de Investigação & Desenvolvimento empresarial em regime de co promoção”, refere a U.Porto Inovação. A Dimas & Silva é uma empresa familiar especializada na produção de granulados de cortiça (a base da sua atividade industrial) mostrou interesse em explorar industrial e comercialmente a invenção e, com a mediação da equipa da U.Porto Inovação, deram-se início às negociações. “Este processo de licenciamento foi liderado por uma equipa muito experiente e empenhada da U.Porto Inovação, envolvendo ativamente todos os parceiros”, conta a investigadora responsável Isabel  Martins de Almeida.  O acordo entre as partes foi assinado em 2025, e pretende “estabelecer a U.Porto e a Dimas & Silva [que já são cotitulares no registo de patente desta invenção] - como parceiros de negócio, com detalhes específicos em sede de divisão de receitas”, contam os representantes da empresa.  Nas palavras de Isabel Martins de Almeida, em representação do seu grupo, “este licenciamento concretiza a translação industrial de novas tecnologias geradas na FFUP o que, para além de ser muito gratificante para a equipa de investigação, representa uma valorização económica do conhecimento e um incentivo tecnológico e económico para as indústrias do setor corticeiro e cosmético, contribuindo para a afirmação de Portugal como um cluster de inovação na área cosmética”.   O que fazer aos subprodutos da cortiça no maior produtor mundial? Portugal é o maior produtor de cortiça do mundo, responsável por mais de 50% da produção mundial. Segundo dados da Filcork - Associação Interprofissional da Fileira da Cortiça, em 2025 Portugal produziu perto de 3,5 milhões de arrobas, o que equivale a 52 mil toneladas. Além disso, também é o maior exportador de cortiça e produtos derivados. Esse processo de produção gera, todos os anos, grandes quantidades de pó de cortiça. A invenção desenvolvida na FFUP demonstrou que esse material tem potencial “como  ingrediente absorvente de óleo, corante, esfoliante e fotoprotetor” e, por isso, pode ser usado tanto em produtos de maquilhagem como em protetores solares com cor ou produtos matificantes. “A partir do pó obtiveram-se extratos aquosos com atividade antioxidante, anti-inflamatória e anti-senescência, adequados a produtos de cuidado da pele como hidratantes e   anti-envelhecimento” explica Honorina Cidade, que supervisionou o estudo deste processo extrativo. A solução “made in” U.Porto tem várias vantagens em relação a outras soluções. Além de requerer um “processamento mínimo”, o pó de cortiça é produzido em grandes quantidades e a partir de uma fonte renovável e sustentável, o que lhe confere “uma clara vantagem em relação a muitos outros subprodutos agroindustriais”, explica a estudante de doutoramento, Sandra Mota, que realizou grande parte deste trabalho experimental. Já na área da cosmética, as vantagens na formulação dos produtos são várias: esfoliação suave, efeito potenciador do fator de proteção solar e propriedades corantes naturais. Ou seja, o pó da cortiça “é um ingrediente ecológico e versátil, interessante para uma grande diversidade de produtos cosméticos”. O processo de obtenção dos extratos aquosos também é simples e, por isso, facilmente transposto para a escala industrial. Isso foi, também, um ponto importante para a Dimas & Silva, que viu de forma clara “o potencial de concretizar uma ideia num produto comercializável”.   De olhos num futuro mais sustentável e com foco na economia circular As preocupações ambientais estão presentes em ambos os lados – empresa e cientistas. Estando, atualmente, no que referem como “um novo momento da sua história, com uma visão orientada para a sustentabilidade e para a inovação responsável” o Cork2Cosmetic é, assim, “uma iniciativa de economia circular que reforça o compromisso da empresa com práticas sustentáveis e a valorização dos recursos naturais”, referem os representantes da Dimas & Silva. A maioria dos requisitos regulamentares e técnicos já foi abordada pela equipa da FFUP, incluindo a “avaliação da irritação cutânea em modelos de pele reconstruída e a reprodutibilidade adequada dos lotes”, explica Isabel Martins de Almeida. Também já foi garantida a qualidade microbiológica, através da “submissão do pó a um tratamento térmico específico, sem comprometer a estabilidade química”. O pó da cortiça foi testado em diferentes formulações cosméticas: sólidas, líquidas e semissólidas. É necessário, no entanto, e como refere Isabel Almeida, “uma cadeira de abastecimento adequada para levar o pó de cortiça ao mercado”, ponto para o qual são fundamentais as parcerias com fornecedores da indústria cosmética. A Dimas & Silva vai continuar a colaborar com a equipa na investigação, nomeadamente na otimização do processo e da infraestrutura industrial para obter um material de alta qualidade. Os próximos passos procuram levar a invenção “para os mercados internacionais”, concluem.

iUP25k: candidaturas à 12ª edição já estão abertas!

De: 
07/04/2026
Até: 
27/04/2026

 

Têm ligação à Universidade do Porto e uma ideia criativa, científica ou tecnológica em fase inicial? Não sabem como desenvolvê-la? Então a resposta pode estar no iUP25k, o concurso de ideias de negócio da Universidade do Porto que vai voltar a premiar, com mais de 25 mil euros em prémios, as melhores ideias da Universidade.

As candidaturas já estão abertas e vão decorrer até 27 de abril de 2026 às 18h (hora de Portugal continental). Para participar bastam apenas dois passos: assinar a declaração de compromisso e submeter do formulário de candidatura.

Organizado pela U.Porto Inovação, o iUP25k tem como objetivo ser uma verdadeira ação de ignição para o empreendedorismo e para a criação de empresas inovadoras e com impacto. Além disso, pretende premiar os estudantes, cientistas, professores, funcionários ou alumni da U.Porto que, com os seus projetos, pretendam valorizar o conhecimento gerado na instituição.

O iUP25k 2026 é a 12ª edição do concurso do concurso que, desde a sua criação em 2010 já apoiou dezenas de ideias. Este ano, conta com o apoio dos parceiros Caixa Geral de Depósitos, UPTEC e Astrolábio, e há prémios reservados para os três primeiros classificados, incluindo monetários. São eles:

1º lugar: 3 mil euros em dinheiro, período de incubação na UPTEC, acesso à School of Startups: Foundations e à School of Startups Entrepreneurs, também da UPTEC, e serviços de consultoria em empreendedorismo.

2º lugar: 2 mil euros em dinheiro, acesso à School of Startups, da UPTEC, e consultoria em empreendedorismo

3º lugar: 1 mil euros em dinheiro, acesso à School of Startups, da UPTEC, e consultoria em empreendedorismo

Quaisquer dúvidas podem ser tratadas por email (bip@reit.up.pt) ou por telefone (+351220408077)

Sobre o iUP25k

Lançado em 2010, o iUP25k rapidamente se estabeleceu como um instrumento de sensibilização para o empreendedorismo e criação de novas empresas que tenham por base processos de exploração de conhecimento e inovação.

Depois de sete edições consecutivas, o iUP25k fez uma pausa, tendo regressado em 2022 e vindo a repetir-se desde então. No ano passado a equipa vencedora foi a OnCure Therapeutics, uma alternativa não tóxica à quimioterapia para doentes com cancro de mama triplo negativo (TNBC), a forma mais letal de cancro de mama. Foram premiados também os projetos Allo Pharma Research,e AI4BirthCare.

 

Esta edição do iUP25k conta com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, da UPTEC e da Astrolábio.

Spin-off U.Porto consegue investimento da Mota-Engil

  Carregar um veículo elétrico sem utilizar cabos vai passar a ser possível com a tecnologia da Sigma Easy Charge, uma startup incubada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da U.Porto, que acaba de captar investimento da MEXT – Mota‑Engil Next, braço de inovação e venture capital do grupo de construção e engenharia Mota-Engil. Fundada em 2024 por Adriano Carvalho – professor da Faculdade e Engenharia da U.Porto (FEUP) -, Augusto Franco, Paula Sousa – ambos antigos estudantes da FEUP – e Luís Machado, esta spin-off U.Porto está a desenvolver uma tecnologia própria de carregamento sem fios para veículos elétricos, preparada para operar a altas potências e suportada por algoritmos avançados e sistemas de controlo inteligente. Luís Machado, CFO da Sigma Easy Charge, reconhece que “o investimento da MEXT representa um reconhecimento de referência e um forte sinal de confiança naquilo que acreditamos vir a ser o futuro da mobilidade elétrica e dos sistemas autónomos”. Com este negócio, a startup ganha a possibilidade de evoluir a sua tecnologia, atualmente preparada para sistemas domésticos de carregamento, para o contexto das infraestruturas rodoviárias, com sistemas de wireless charging dinâmicos instalados no asfalto, assim como a sua integração futura em redes energéticas inteligentes, onde veículos e vias se podem tornar também produtores de energia. A MEXT detalha que o investimento na Sigma Easy Charge a posiciona como parceiro ativo na evolução da solução tecnológica: “a Sigma reúne visão, capacidade técnica e um modelo com potencial para evoluir em direção a infraestruturas conectadas e sistemas energéticos inteligentes, áreas que acompanhamos com interesse estratégico” destaca Sílvia Mota, CEO da MEXT. Notícia escrita em colaboração com a Comunicação da UPTEC.  

Dez novas spin-offs juntam-se ao The Circle em 2025

  Cell 4 Food, Full Belly, AQL Engineering, Susplus, Adoptdigitcare2, BNanoTech, Impacte, Autonomous Sentinels, PharmaData Hub e Storming Universe. São estas os mais recentes membros do The Circle, o grupo de empresas spin-off da Universidade do Porto. O selo foi-lhes atribuído durante o ano de 2025, passando agora a pertencer ao grupo de mais de 140 empresas que envergam, ou já envergaram, a marca spin-off U.Porto. Dessas mais de duas centenas, 122 ainda estão ativas e em funcionamento, sendo esse o número de empresas que, atualmente, compõe o The Circle. Estas 10 novas startups têm a sua génese em quatro diferentes unidades orgânicas da U.Porto (Faculdades de Economia, Engenharia, Farmácia e Medicina) e no CIIMAR. As suas áreas de atuação são diversas, indo da Biotecnologia à tecnologia Agroalimentar, passando pela Energia, Consultoria, Software, Saúde, entre outras. A BNanoTech, Susplus, Autonomous Sentinels, Storming Universe e AQL Engineering estão, atualmente, incubadas na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto.   Saúde, energia, novas tecnologias de comunicação e novos alimentos Cell4Food (na foto em cima, à esquerda) foi a primeira empresa a receber a chancela spin-off em 2025. Desenvolvem soluções inovadoras para a produção de alimentos de origem marinha, como peixe, moluscos e crustáceos, através de cultivos celulares. No ano passado receberam um financiamento de 1,5 milhões de euros para “redefinir o futuro do marisco” com o projeto CellBlue.  Também a empresa AQL Engineering (na foto em cima, à direita) está na área da biotecnologia, consolidando tecnologia de visão computacional para aquacultura com o desenvolvimento e validação de soluções de IA e edge computing para “deteção precoce de patologias”, explicam. Em 2025, em colaboração com a FCUP e com o CIIMAR, prepararam pilotos para pregado, robalo e dourada, projeto esse que preveem iniciar este ano. Como referem os seus responsáveis, “2025 marcou a transição da AQL para plataformas tecnológicas modulares, preparadas para industrialização e escalabilidade”. BNanoTech (na foto em cima, à esquerda) e PharmaDataHub (PDH) atuam na área da saúde. A primeira dedica-se ao desenvolvimento de soluções inovadoras em nanotecnologia, “com foco na produção de nanopartículas para transporte direcionado de fármacos ao cérebro”, explicam. Já a PDH é uma startup especializada em IA aplicada também ao medicamento, desenvolvendo soluções que “tornam a informação farmacológica mais acessível, estruturada e inteligente”.  O foco e missão de ambas é transformar conhecimento técnico em soluções práticas e inovadoras. Também a AdoptDigiCare está no mercado da saúde, mas mais na consultoria. Dedica-se a promover a adoção de tecnologias digitais na área da saúde através da investigação, inovação e colaboração estratégica.  “O ano de 2025 foi particularmente relevante para a BNanoTech”, referem as suas responsáveis, tendo sido “marcado pela consolidação do projeto através do avanço no desenvolvimento da prova de conceito, pelo reforço de recursos humanos e pelo reforço de parcerias estratégicas”. Também os responsáveis da PDH afirmam ter encerrado o ano com “elevada maturidade tecnológica”.   Na área da tecnologia agroalimentar temos a FullBelly (na foto em cima, à esquerda), que “nasceu para tornar a alimentação dos animais de companhia tão conveniente quanto possível para os tutores”. Criaram receitas 100% naturais para estes patudos, bem como complementos naturais e funcionais, “incluindo opções personalizadas”. O primeiro produto complementar funcional – um topping com efeitos positivos na pele, pelo e dentes – ficou concluído em 2025. Ao mesmo tempo, a empresa desenvolveu a primeira versão do seu algoritmo de personalização desses toppings. A Impacte (na foto em baixo, à esquerda) e a Susplus (na foto em cima, à direita) atuam, respetivamente, nas áreas de software & IT e energia. Em 2025 ambas as spin-offs foram distinguidas pelo Prémio Crédito Agrícola. A Susplus está a construir uma infraestrutura digital para a inteligência sustentável nas empresas que “combina IA, blockchain e ciência da sustentabilidade para automatizar dados ESG, mapear emissões ao longo das cadeias de valor” e, cm isso, ligar a medição de impacto a estratégias de descarbonização. Já a Impacte é uma plataforma de finanças sustentáveis que liga a sua conta bancária a microinvestimentos automáticos em projetos de impacto alinhados com os seus valores. Por fim, mas não por último, a Autonomous Sentinels (na foto em baixo, à direita) e a Storming Universe também passaram a pertencer ao The Circle em 2025. A primeira dedica-se ao desenvolvimento e fabrico de veículos autónomos. O caráter inovador da sua tecnologia valeu à equipa um financiamento de 30 mil euros em 2025. A Storming Universe também se dedica aos veículos, desenvolvendo aeronaves não tripuladas de carga, de longo alcance e baixo custo. Os seus drones são capazes de transportar até 100 kg ao longo de 2.000 km. Muito mais do que uma chancela, The Circle é comunidade, visibilidade e posicionamento A importância associada ao “carregar” do selo U.Porto Spin-off é partilhada por todas as empresas. Os representantes da FullBelly assinalam o acontecimento como “decisivo para reforçar o reconhecimento em inovação” enquanto que a Cell4Food refere que a chancela “reforça a ligação à excelência científica da U.Porto e é fundamental para a integração numa extensa rede de parcerias estratégicas, o acesso a oportunidades de participação em projetos de I&D, serviços de apoio à transferência de conhecimento e tecnologia, e oportunidades de financiamento e comercialização.” “Com a chancela deixamos de ser mais uma startup e passamos a ser uma deep tech com ligação académica reconhecida”, referem os membros da AQL, ressalvando o “melhor posicionamento junto da Fundação para a Ciência e Tecnologia, PRR e outros programas europeus”.  As vantagens do reconhecimento, credibilidade e posicionamento no ecossistema nacional de inovação são partilhadas também pela BNanoTech, PharmaDataHub, Susplus e AdoptDigiCare e Susplus: A atribuição da chancela spin-off da Universidade do Porto representa um reconhecimento institucional do rigor científico, da credibilidade tecnológica e do potencial de impacto da empresa”, referem os representantes da Susplus. “A atribuição da chancela, ao reforçar o nosso reconhecimento, permitiu-nos desenvolver e concluir projetos de investigação com a Universidade do Porto que melhoraram os nossos produtos e impulsionando possíveis futuros projetos para lançar novas soluções e elevar a cadeia de valor com iniciativas de circularidade”, conclui a FullBelly. Há mais de uma década a transformar conhecimento em inovação e impacto económico Há mais de uma década a transformar conhecimento em inovação e impacto económico A chancela U.Porto Spin-off foi atribuída pela primeira vez em 2010. Desde esse ano, já 140 140 empresas receberam o selo e no final de 2025 122 empresas estavam ativas e em funcionamento.  Em 2016 foi criado o The Circle, com o objetivo de reunir as empresas inovadoras do ecossistema da Universidade do Porto em encontros pontuais que lhes permitam não só conhecer-se como ajudar-se entre si. Os dados mais recentes - recolhidos para a brochura anual do The Circle – mostram que, juntas, as 122 empresas geriam, no final de 2025, mais de 70 patentes. Geraram mais de 115 milhões de euros em volume de negócios e o investimento cumulativo arrecadado ultrapassou os 240 milhões. Além disso, as empresas spin-off da Universidade do Porto já contribuíram para a criação de mais de 1800 postos de trabalho.  Informação mais detalhada sobre a rede de empresas spin-off U.Porto pode ser encontrada na brochura, aqui.

U.Porto Inovação recebe cinco novos UPinTech's

  Inês Formoso, Maria Inês Padrão, Margarida Ramalho, Pedro Joshua Santos e Rafael Moreira são os novos colaboradores da U.Porto Inovação, uma colaboração em part-time ao abrigo do programa UPinTech. Em fevereiro deste ano, a equipa da U.Porto Inovação reuniu-se para dar as boas-vindas aos cinco novos membros da "família", que tiveram também oportunidade de receber formação acerca dos trabalhos que passarão a desempenhar. As áreas de formação anunciadas para esta edição do programa UPinTech – que acontece com o apoio da Caixa Geral de Depósitos – foram Ciências da Vida, Ciências Físicas, Comunicação e Negócio. Inês Formoso e Margarida Ramalho candidataram-se à área Ciências da Vida e partilham a mesma licenciatura em Bioquímica pela Universidade do Porto. Inês tem mestrado em Medicina e Oncologia Molecular (e está, neste momento,  frequentar uma licenciatura em Saúde Digital e Inovação Biomédica) e Margarida está a frequentar o em Microbiologia e Saúde. Durante os seus percursos académicos foram participando em diversas atividades que as enriqueceram. Margarida, por exemplo, participou num projeto de investigação no i3S focado na produção de proteínas recombinantes e nas suas implicações no desenvolvimento de vacinas para a malária. Já Inês trabalhou como técnica de investigação, tendo desenvolvido a sua tese de mestrado no âmbito desse mesmo projeto, no qual estudou o envelhecimento reprodutivo uterino.  Passando para a área de Ciências Físicas, Rafael Moreira tem formação em Engenharia Física nas Faculdades de Ciências e Engenharia da Universidade do Porto e, como refere, gosta de conciliar "pensamento analítico e criatividade". Já participou no desenvolvimento e gestão de plataformas digitais, documentação técnica e ferramentas de análise de dados.  Maria Inês Padrão e Pedro Joshua Santos compõem o grupo, tendo-se candidatado, respetivamente, às áreas de Negócio e Comunicação. Jornalista de formação, profissão que exerceu no seu país natal - o Brasil - Pedro Joshua Santos está a frequentar o mestrado em Ciências da Comunicação na Universidade do Porto. A sua experiência profissional passa por áreas como marketing digital, produção e redação de conteúdos, e comunicação de marcas, tendo trabalhado para empresas nas áreas de tecnologia, educação e eventos. Já Maria Inês Padrão é estudante de Gestão na Faculdade de Economia da U.Porto. Integra a equipa fundadora da SmartData FEP, uma organização dedicada a IA, Bussiness Intelligence e literacia digital, onde é atualmente responsável pelo Gabinete de Performance interna. Foi distinguida com uma bolsa no programa “AI Skills 4 Women” (Founderz & Microsoft) pelo projeto “NeuroAI” e colabora como autora no Jornal de Notícias. Sobre o programa UPinTech Já lá vão mais de dez anos desde que a U.Porto Inovação lançou o programa UPinTech. Desde então, mais de 70 pessoas colaboraram e receberam hands on training na unidade de transferência de conhecimento e empreendedorismo da U.Porto. O principal objetivo do programa UPinTech é providenciar à comunidade estudantil e científica da U.Porto um contacto direto com as atividades de proteção e comercialização de tecnologias da U.Porto. A U.Porto Inovação beneficia do trabalho de uma equipa altamente qualificada em proteção, transferência de tecnologia e empreendedorismo. Para saber mais sobre a oportunidade e as competências necessárias clique aqui. Esta edição do programa UPinTech conta com o apoio da Caixa Geral de Depósitos.

Spin-off U.Porto cria inovador aparelho de depilar e barbear

  Uma empresa spin-off da Universidade do Porto, e atualmente incubada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, acaba de lançar a NATU, uma nova máquina de barbear amiga do ambiente e mais suave para a pele, que combina a rapidez e facilidade das lâminas descartáveis com os benefícios das máquinas tradicionais, as safety razors. Sem resíduos descartáveis, o produto é produzido em Portugal e feito em alumínio sólido, resistente à ferrugem. Possui uma cabeça pivotante que se ajusta facilmente aos contornos do corpo, podendo ser usado por homens e mulheres, e utiliza lâminas num material totalmente reciclável. A ideia para a criação da nova marca surgiu graças à experiência adquirida pela equipa com o lançamento da sua primeira marca, a TATARA Razors, focada em máquinas de barbear feitas de aço inoxidável direcionadas ao público masculino. “Com o feedback que temos recebido nos últimos nove anos, percebemos que muitos utilizadores apreciam a filosofia ecológica das máquinas de barbear tradicionais, mas enfrentam dificuldades na adaptação ou sentem falta da conveniência das lâminas descartáveis que se podem encontrar em qualquer lado e são fáceis de usar em zonas como axilas, pernas ou cabeça”, esclarece João Gomes, um dos criadores da NATU. Desta forma, a NATU reúne as aprendizagens dos fundadores João Gomes, Luís Oliveira e André Guimarães – os três engenheiros mecânicos de formação – numa máquina de barbear mais acessível, disponível em seis cores diferentes. O produto, com o preço de 59€, pode ser facilmente utilizado com lâminas standard, que custam cerca de 7 cêntimos cada e podem ser usadas 3 a 5 vezes, representando assim uma grande poupança em lâminas a longo prazo. O financiamento foi conseguido através da plataforma de crowdfunding Kickstarter, que permite aos utilizadores apoiar diretamente o projeto com um valor à sua escolha, ou através da compra antecipada do produto a um preço mais baixo. Com o objetivo inicial de conseguir 10000€ de financiamento, a equipa superou esta meta e angariou cerca de 16000€ de mais de 250 apoiantes. 2026 marca o início do caminho para a NATU, que está agora disponível para compra através do website da marca. Os planos futuros para o produto vão, no entanto, além do mercado online: “tencionamos posicionar a NATU em farmácias, lojas e supermercados de componente sustentável”, revela João Gomes.   Notícia escrita em parceria com a UPTEC.

CREA — Arquitetos entre os estúdios líderes na Pensínsula Ibérica

  O atelier de arquitetura CREA – Arquitetos, instalado na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, foi considerado um dos líderes em Portugal e Espanha em 2025 pela revista Arquitetura Plus. A publicação anual assinala, há mais de 20 anos, os estúdios com maior destaque na Península Ibérica. A CREA (uma spin-off da Universidade do Porto) foi fundada em 2014 por André Camelo como um atelier focado em projetos de escalas diversificadas, com foco na habitação coletiva e equipamentos de pendor social, tendo como pilares a sustentabilidade, circularidade, e no uso partilhado. Entre os projetos de destaque do atelier estão a reabilitação do Estádio Universitário do Porto, concluída em novembro de 2024. A reabilitação, idealizada pela CREA, contemplou a recuperação do edifício da bancada, a reformulação dos balneários e a construção de dois novos edifícios, incluindo a nova sede do CDUP-UP. O novo Estádio foi ainda distinguido com uma Menção Honrosa no Architecture Masterprize, prémio internacional de arquitetura que reconhece a excelência em design, criatividade e inovação na arquitetura. Também em 2024 foi concluído o projeto de reabilitação da Escola Básica dos Correios, no Porto.  A intervenção teve o objetivo de reorganizar o espaço disponível e integrar um novo programa, com o objetivo de melhorar a relação entre o edifício existente e um novo volume, onde se localizam o polivalente e a biblioteca. Já em relação a projetos futuros, destaca-se o Edifício ɣ, atualmente em construção no campus da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. O novo espaço prevê uma cafetaria, um espaço de restauração, e uma sala de eventos: “a abordagem ao projeto teve por pressuposto a integração de princípios de sustentabilidade, design para uso partilhado e comunitário, e estandardização estrutural para redução dos prazos de construção”, destaca André Camelo, fundador da CREA.   Notícia escrita pelo serviço de Comunicação da UPTEC.

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