UPWIND: Energia elétrica limpa e portátil até em locais mais remotos
Submetido por U.Porto Inovação em 15/12/25
“Um gerador portátil, de rápida e fácil instalação baseado em sistemas aéreos de energia eólica, que permite captar a energia cinética do vento a grandes alturas, onde essa energia é frequentemente mais intensa e mais consistente. O objetivo é fornecer eletricidade a locais onde a rede elétrica não está disponível ou é insuficiente, oferecendo uma alternativa limpa e mais acessível aos geradores a combustível”. É esta a explicação mais direta sobre o UPWIND, dada pelas mentes que, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), o pensaram e desenvolveram.
Segundo Fernando Fontes, líder do projeto, e a sua equipa, as necessidades de energia eólica atuais “não estão adequadamente satisfeitas em muito locais onde a rede elétrica não está disponível, ou é insuficiente”. Falamos, por exemplo, de comunidades remotas ou sítios com necessidades temporárias de eletricidade como construções, minas, ou locais de eventos. Os geradores a combustível que, por norma, são utilizados nestas situações, além de muito poluentes têm elevados custos de operação.
Quando se depararam com este desafio e o UPWIND começou a sair do papel, a equipa estava a trabalhar num projeto europeu onde contactaram com diversas aplicações para as técnicas que estavam a desenvolver. Na altura, uma delas despertou a atenção do grupo: “o controlo do movimento de asas cabladas (papagaios) que poderiam ser utilizadas para captar energia eólica a grande altitude”, relembram.
Inicialmente, a motivação foi resolver a desafiante questão de controlo de movimento. A equipa apresentou o trabalho na Airbone Wind Energy Conference (AWEC) 2015, a principal conferência da área, e depressa se rendeu ao entusiasmo da comunidade que “acredita poder contribuir de forma muito significativa para um dos grandes desafios do nosso tempo: a transição energética”.
E foi esta a motivação principal para a criação do UPWIND: contribuir “para a criação de soluções de energia limpa em comunidades isoladas, uma vez que “desenvolve soluções para o aproveitamento de uma fonte de energia renovável – a energia eólica de alta altitude – que, neste momento, não está a ser explorada”. Como tal, é uma alternativa que pode contribuir muito para a tão importante transição energética, referem os cientistas.
Da equipa fazem parte também: Luís Tiago Paiva, Manuel Fernandes, Sérgio Vinha, Rui da Costa, Conrado Costa e Gabriel Fernandes, todos da FEUP; Dalila Fontes, da Faculdade de Economia da U.Porto (FEP); e Luís Roque, do Instituto Superior de Engenharia do Porto – ISEP.
Energia elétrica limpa, com portabilidade e a baixo custo
O UPWIND destaca-se por ser uma tecnologia capaz de proporcionar energia elétrica de forma limpa, com portabilidade, baixo custo operacional e sem necessidade de reabastecimento de combustível. O gerador, além de portátil, é “de rápida e fácil instalação para produção de eletricidade com base em energia renovável”, explicam os investigadores.
A equipa já tem protótipos a funcionar “em ambiente controlado”. Os próximos passos são “desenvolver ainda mais a ideia, de forma a alcançar um mínimo produto viável, que terá de ser validado e certificado”.
Apesar de, como referem os investigadores, ainda haver muito a ser feito até se alcançar um produto comercializável, o UPWIND tem o potencial de “criar valor acrescentado significativo para a sociedade, contribuindo para um futuro mais limpo, equitativo e sustentável”, refere Fernando Fontes. Além disso, a utilização dos novos geradores permitirá “reduzir a dependência de combustíveis fósseis, alargar o acesso a energia acessível e contribuir para a resiliência energética, fomentando o desenvolvimento económico e social das comunidades beneficiadas”, concluem.
Recorde-se que o projeto UPWIND conquistou o 3.º lugar na edição 2024 do iUP25k, o 2º no BIP Acceleration desse mesmo ano e também foi um dos selecionados na última de edição do BIP PROOF, um programa de financiamento para ideias inovadoras. Além disso, o UPWIND foi selecionado no projeto MPr-2024-8 do Portugal 2030 para um financiamento conjunto que ultrapassa mais de 160 mil euros.
“Sempre me dividiram duas paixões: investigar e ensinar”
Submetido por U.Porto Inovação em 15/12/25
São mais de quarenta anos dedicados à engenharia, à investigação, à docência, ao compreender dos “comos” e “porquês” do funcionamento das coisas. Alexandra Pinto, engenheira química de formação, está na Universidade do Porto desde 1986 a dar corpo a esse propósito.
Percebeu desde criança que queria compreender o funcionamento das coisas e, por isso, “a investigação surgiu como um prolongamento natural dessa curiosidade”, conta. É engenheira química de formação, uma área que sempre a fascinou pois combinava várias áreas do saber – como a matemática, a física e a química – de forma equilibrada. No início da carreira investigou combustão do carvão, mas, com o virar do século, voltou-se para as energias renováveis: “Costumo dizer que sou a prova viva de que a transição energética é possível, até na carreira de um investigador”, diz.
Concluiu o seu doutoramento em 1991. Hoje em dia, divide-se entre o laboratório e a sala de aula, de forma a, como a própria indica, conseguir dar corpo às duas paixões que sempre a dividiram: “investigar e ensinar”. Ao longo do seu percurso académico percebeu, no entanto, que uma reforça a outra: “investigar para ensinar melhor, e ensinar para investigar com mais propósito”. Uma vez que a escolha da área científica se prendeu, também, com o facto de a engenharia química permitir “atuar em múltiplos setores com impacto direto na sociedade”, hoje em dia faz questão que os seus estudantes contactem de perto com tecnologias emergentes: “Acredito profundamente no princípio “teaching by research”, formando novos engenheiros através do contacto direto com ciência viva e desafios reais”, revela.
Todos esses objetivos e propósitos guiam a vida académica de Alexandra Pinto nos dias de hoje, sendo um dos principais “transformar conhecimento científico em soluções práticas”, algo que a move em todos os projetos que lidera, conduzindo a importantes conquistas.
Conseguir transformar investigação em soluções reais
O ano de 2025 foi marcante para Alexandra Pinto e as equipas que lidera. O projeto GENESIS 2.0 – cuja primeira versão ganhou o BIP Acceleration em 2022 – foi um dos selecionados para receber financiamento na edição 2025/2026 do BIP PROOF. Além disso, esta inovação é uma de quatro tecnologias da U.Porto selecionadas no projeto MPr-2024-8 do Portugal 2030 para um financiamento conjunto que ultrapassa mais de 160 mil euros.
Posicionando-se como uma “solução limpa, segura e eficiente”, o GENESIS 2.0 produz hidrogénio e eletricidade diretamente em pequenas embarcações, sem emissões. Para isso utiliza “cartuchos recarregáveis e subprodutos valorizáveis contribuindo ativamente para a transição energética e descarbonização do setor marítimo”, explica a investigadora.
Para a equipa por detrás da invenção, liderada por Alexandra Pinto, é urgente desenvolver soluções alternativas sustentáveis no setor marítimo face ao “aumento exponencial do consumo de energia elétrica e à elevada dependência, principalmente no caso de pequenas embarcações, de combustíveis fósseis e poluentes. Foi com isso em mente que puseram mãos à obra.
Também este ano Alexandra Pinto conduziu uma equipa à grande final da primeira edição do SheLeads Ventures, uma iniciativa pensada para promover a liderança feminina no empreendedorismo. O projeto SilentSea ficou em terceiro lugar. Falamos de uma alternativa aos ruidosos motores a diesel utilizados em pequenas embarcações de pesca para puxar as redes – os aladores. Substitui os mesmos por um “sistema limpo, silencioso, seguro e totalmente autónomo, baseado em hidrogénio produzido a bordo”.
A docente e investigadora fala destas conquistas como “fundamentais” pois permitem-lhe “transformar investigação em soluções reais”. Na sua opinião, as distinções atribuídas aos dois projetos nos programas da U.Porto Inovação “reforçam a maturidade e aceleram o caminho para o mercado”. Já o avultado financiamento obtido através do Portugal 2030 é, como refere Alexandra Pinto “um apoio precioso, permitindo avançar com segurança nas fases mais exigentes do processo de valorização tecnológica".
"Levar a transição energética até onde ela ainda não chegou"
De olhos postos no futuro, Alexandra Pinto trabalha diariamente para dar corpo a um sonho antigo, nascido enquanto caminhava com os seus filhos na praia, junto a docas de pesca: “contribuir para despoluir aquelas águas, muitas vezes marcadas por resíduos de combustíveis”, confessa. E, graças também às suas tecnologias, esse sonho está finalmente a ganhar forma, caminhando de forma firme para “criar embarcações mais limpas, silenciosas e sustentáveis, que melhorem o ambiente e o trabalho de quem vive do mar”.
Para lá chegar é preciso levar as tecnologias a demonstrações reais em barcos e consolidar parcerias com a indústria marítima, passos em que a investigadora se encontra a trabalhar neste momento, em conjunto com as suas equipas. Além do GENESIS e do SILENT SEA, Alexandra Pinto tem ainda a seu cargo o GREENSHIP, centrado na produção de hidrogénio limpo a bordo utilizando a tecnologia do GENESIS.
O plano é claro, assume: “Transformar tecnologia em impacto, levando a transição energética até onde ela ainda não chegou – ao mar e às pequenas embarcações que sustentam tantas comunidades”, conclui.
À conversa com as empresas: ikuTeam
Submetido por U.Porto Inovação em 15/12/25
A ikuTeam - Where teams and files finally work together desenvolve aplicações que ajudam equipas que utilizam a plataforma Atlassian (Jira e Confluence) a trabalharem melhor juntas. "As nossas soluções conectam plataformas como o SharePoint, o Google Drive ou o Office 365 diretamente aos produtos da Atlassian, permitindo colaborar, editar e partilhar documentos sem sair do contexto de trabalho", referem os membros da empresa. "Tudo para que o software se adapte às pessoas e não o contrário", acrescentam.
Para equipa, o foco é simples: tornar o trabalho colaborativo realmente fluido dentro da plataforma Atlassian, para que as pessoas possam concentrar-se no que realmente importa.
A empresa recebeu a chancela spin-off U.Porto em 2020. Vamos conhecê-los melhor?
1. Como é um típico dia de trabalho na ikuTeam?
Começa com um café essencial, uma boa conversa e um olhar rápido às tarefas no Jira. O resto do dia é uma combinação de desenvolvimento, vendas, marketing, suporte e colaboração constante, com espaço para ideias novas e para rir pelo caminho. Trabalhamos distribuídos, mas funcionamos como uma equipa só.
2. O que fazem, enquanto equipa, quando se sentem menos criativos ou animados?
Mudamos de contexto. Às vezes é uma pausa curta, uma conversa rápida ou apenas uma notícia partilhada no Slack. Outras vezes o truque é um pastel de nata estratégico. O importante é lembrar que a criatividade surge quando o ambiente é leve e as pessoas se sentem apoiadas.
3. Porquê o nome ikuTeam?
“iku” vem do japonês e significa crescer, nutrir e desenvolver. “Team” é o que nos move. Juntos formam o conceito que nos define: uma equipa que ajuda outras equipas a crescer e a trabalhar melhor.
4. Quem é a pessoa mais divertida da empresa?
O Pedro! Desde comentários sarcásticos a teorias do infinito, passando por desafios de “Preferias…” e provocações criativas, o nosso engenheiro de software parece ter deixado escapar uma carreira de comediante. Mas, verdade seja dita, somos uma equipa bastante divertida. O humor é colaborativo e a piada está sempre à espreita em todos.
5. Se pudessem escolher um só sonho a alcançar com a ikuTeam, qual seria?
Que milhares de equipas em todo o mundo pudessem colaborar sem atritos, incompatibilidades ou frustrações, e que pudessem investir todo o seu tempo e energia na criação e desenvolvimento do seu melhor trabalho ou projeto. Que usem as nossas aplicações e sintam que o seu trabalho ficou mais fácil, mais humano e mais conectado graças à ikuTeam.
6. Quais os planos da ikuTeam para o futuro mais próximo?
Continuar a crescer no Atlassian Marketplace e ser a referência em colaboração de documentos no Jira e no Confluence. Lançar novas soluções de produtividade e reforçar as integrações com as ferramentas que as equipas mais utilizam. Queremos simplificar ainda mais a forma como as pessoas trabalham, com segurança, clareza e suporte real.
7. O que aprenderam, até agora, com esta jornada empreendedora? E com as pessoas com quem trabalham?
Aprendemos que criar software é, no fundo, criar soluções para pessoas. Que o Jira e o Confluence são um ótimo teste à paciência coletiva. Que o modo escuro das interfaces é quase uma religião no mundo dos programadores. E que a piada certa, no momento certo, pode resolver qualquer tensão. Também aprendemos que dar suporte a clientes pode ser o maior desafio do mês.
8. Se uma criança um dia vos disser “Quero ser empresário/a!”, qual seria o vosso primeiro conselho?
Sê curioso e ouve as pessoas à tua volta. Cria algo que realmente resolva um problema. E lembra-te de que empreender é sempre um trabalho de equipa. Ninguém constrói nada duradouro sozinho. E prepara-te para a maior maratona da tua vida.
9. Quais os vossos sonhos pessoais?
Ter tempo para o que realmente importa: família, viagens, música e boa gastronomia. E continuar a aprender, porque crescer é a parte mais divertida da jornada.
10. Como é, para vocês, ser membro da família de spin-offs da U.Porto, o The Circle?
É uma honra e uma motivação. A ikuTeam orgulha-se de ter sido criada no Porto, de ter conquistado milhares de clientes em todos os continentes (como a Apple, Lego, Spotify, Intel, Siemens, Mercedes-Benz, HP, entre muitos outros) e de continuar a operar a partir do Porto. Estar entre outras equipas que transformam conhecimento em impacto real é inspirador. O The Circle lembra-nos de que inovação é, acima de tudo, colaboração.
SheLeads Ventures premeia inovação para diagnosticar a apneia do sono
Submetido por U.Porto Inovação em 12/12/25
Entre 80 a 90% dos casos de apneia do sono não são diagnosticados e estima-se que 1000 milhões de adultos, em todo o mundo, sofram com este problema de saúde. Quando não tratada, a apneia aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, doenças neurodegenerativas e outras complicações.
Foi a pensar neste problema que uma equipa de investigadoras do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) desenvolveu o ApneaScreener. Este projeto inovador foi o grande vencedor da primeira edição do She Leads Ventures, o programa da U.Porto Inovação de fomento da liderança feminina para o empreendedorismo.
“É um projeto inovador, que visa conseguir diagnosticar a apneia do sono através de uma análise ao sangue”, explica Ana Rita Álvaro, líder da equipa. Este teste permite que a doença seja detetada de forma rápida, simples e precoce, além de monitorizar a resposta ao tratamento com custos reduzidos. “Baseia-se em marcadores moleculares distintos encontrados no sangue, capazes de distinguir doentes de indivíduos saudáveis”, referem. Quando comparado com outros métodos de diagnóstico existentes, o ApneaScreener distingue-se, sobretudo, pela abordagem: “Permite detetar a apneia de sono de forma rápida (> 25 doentes em menos de 24h) simples, precoce (reduz as atuais listas de espera de cerca de dois anos), mais acessível (⅓ do preço do teste de referência) e personalizada”, diz Ana Rita Álvaro.
A equipa vai agora usufruir dos prémios (2.000€, com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, acesso ao programa School of Startups: Foundations oferecido pela UPTEC; e consultoria de empreendedorismo, oferecido pela IES-Social Business School) de forma a conseguir mentoria personalizada e “para reforçar o conhecimento da equipa, procurar aconselhamento estratégico e preparar o projeto para as próximas etapas, garantindo que evolui de forma sólida e sustentável”. Da equipa fazem parte também as investigadoras Bárbara Ramalho, Bárbara Santos e Laetitia Gaspar.
Tratar feridas crónicas em casa e cuidar de quem vive da pesca costeira
No segundo e terceiro lugares do SheLeads Ventures 2025 ficaram, respetivamente, os projetos BERMICIN Care e SILENT SEA, ambos desenvolvidos na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).
O projeto BERMICIN Care é uma tecnologia inovadora para tratamento domiciliário de infeções de feridas crónicas, isto é, “feridas que não cicatrizam como esperado e permanecem abertas durante longos períodos, muitas vezes devido a fatores como idade avançada, diabetes, obesidade ou doenças cardiovasculares”, explica Anabela Borges, investigadora da FEUP e líder da equipa. Ariana Gonçalves, Lília Teixeira, Manuel Simões e Miguel Leitão – todos do LEPABE/ ALiCE / FEUP compõem o resto do grupo.
Falamos de feridas difíceis de tratar porque, como explica Anabela Borges, “as bactérias que as infetam formam uma estrutura altamente organizada, o biofilme, que lhe confere proteção e resistência aos tratamentos convencionais”. Assim, surge o BERMICIN Care, que combina um gel hidratante, “cuja formulação inclui compostos de base natural ativados por um pequeno dispositivo portátil de luz azul, o que aumenta a sua eficácia e rapidez na eliminação das bactérias e cicatrização da ferida”, refere a equipa. Esse gel cria “condições favoráveis à regeneração do tecido, enquanto a luz azul reforça a eliminação das bactérias mais persistentes. O efeito combinado permite controlar a infeção e apoiar a cicatrização de forma mais rápida e eficiente”.
Esta tecnologia “permite tratar infeções de feridas crónicas em casa, reduzindo a necessidade de internamentos e visitas ao hospital, dando mais autonomia ao paciente e tornando o tratamento mais simples, acessível e com menor necessidade de supervisão clínica”. A maioria das terapias disponíveis atualmente concentra-se apenas em gerir sintomas, mas o BERMICIN Care pretende fornecer um “tratamento ativo e contínuo, que não só controla a infeção resistente como cria condições favoráveis à cicatrização”, acrescenta Anabela Borges.
A equipa vai agora concentrar esforços em consolidar a eficácia e a estabilidade de todos os componentes, estando a preparar ensaios laboratoriais.
Já o projeto SILENT SEA, desenvolvido por uma equipa de investigadores liderada por Alexandra Pinto (FEUP), é uma alternativa aos ruidosos motores a diesel utilizados em pequenas embarcações de pesca para puxar as redes – os aladores. Substitui os mesmos por um “sistema limpo, silencioso, seguro e totalmente autónomo, baseado em hidrogénio produzido a bordo”, explica Alexandra Pinto.
“Os motores antigos são muito ruidosos, libertam gases tóxicos e provocam vibrações constantes, afetando a saúde dos pescadores e poluindo o ambiente marinho”, acrescenta. O SILENT SEA funciona de forma simples: “um “cartucho” com um sal produz hidrogénio e alimenta uma pilha (de hidrogénio) acionando um guincho elétrico que puxa as redes sem ruído, sem fumo e sem cheiro a combustível. É uma tecnologia avançada, concebida para resolver um problema real que afeta milhares de pescadores em Portugal e no mundo”.
As vantagens são várias: além de ser uma tecnologia silenciosa, limpa e segura, o SILENT SEA é autónomo porque “não depende de infraestruturas elétricas para carregamento, algo essencial para a pesca artesanal” e é compatível com barcos existentes porque foi desenhado para “encaixar exatamente no espaço dos aladores utilizados atualmente, evitando alterações no barco”, explica a equipa. Pretende, assim, melhorar as condições de trabalho de quem vive da pesca costeira, reduzindo “vibração, fadiga e riscos associados aos motores antigos”.
O prémio conquistado no SheLeads Ventures vai ajudar a equipa da qual fazem parte, também da FEUP, Daniela Falcão, Diogo Silva e Josefina Ferreira, bem como Liliana Carneiro do BioMark, da U.Coimbra, a divulgar a solução junto de quem mais beneficiará dela: o setor da pesca. Vão investir também na fase de certificação e segurança marítima.
Primeiro programa da Universidade do Porto para promover a liderança feminina
Tendo por base a premissa de que o empreendedorismo feminino é um inequívoco motor de inovação, diversidade e impacto socioeconómico, um grupo de nove parceiras liderados pela U.Porto Inovação e que incluem a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), Astrolábio, Caixa Geral de Depósitos, IES-Social Business School, Porto Business School (PBS), Rollercoaster e UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, desenvolveu o SheLeads Ventures.
É o primeiro programa da Universidade do Porto para promover liderança feminina e o foco é capacitar mulheres no empreendedorismo. “Foi, sem dúvida, um programa diferenciador que nos cativou desde o primeiro momento e que representou, para nós, um ponto de viragem”, referiu Anabela Borges, do projeto BERMICIN Care. Ana Rita Álvaro, da equipa vencedora, acrescentou ainda que o SheLeads se apresentou como “um espaço seguro para pensar, partilhar experiências e discutir os desafios que ainda existem na entrada de mulheres em posições de liderança onde o universo masculino predomina”.
Ao longo do programa (que é totalmente gratuito), as equipas selecionadas – lideradas obrigatoriamente por mulheres – tiveram a oportunidade de participar num conjunto de módulos de formação levados a cabo pelas parceiras da iniciativa, com o objetivo de ajudar as equipas a criar, desenvolver e validar as suas ideias, transformando-as em negócios sustentáveis e com potencial de crescimento. “É um programa essencial para dar a mulheres líderes a oportunidade de transformar a sua linha de investigação. É motivador e muito bem organizado, combinando formação prática, mentoria e feedback realista num ambiente de colaboração entre mulheres muito diferentes”, referiu Alexandra Pinto.
Tendo como referência conceitos de inovação e empreendedorismo de base tecnológica, cada módulo do SheLeads Ventures foi desenhado para a validação e estruturação de modelos de negócio, recorrendo a ferramentas de design thinking e técnicas de preparação para o pitch day que selecionou, hoje, as três equipas vencedoras. O júri foi composto por Antonieta Silva (PBS), Ana Jogo Mendes (ANJE) e Francisca Lencastre (IES Social Business School).
Spin-off U.Porto recebe 1,5 milhões para "redefinir o futuro do marisco"
Submetido por U.Porto Inovação em 03/12/25
“Juntos, estamos a redefinir o futuro do marisco, por um planeta mais saudável e pelas gerações futuras” – é esta a premissa que move a Cell4Food, uma empresa spin-off da Universidade do Porto. O projeto CellBlue – liderado pela startup – recebeu recentemente um apoio de 1,5 milhões de euros no âmbito do programa SIID – Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento, inserido no Portugal 2030, COMPETE 2030 e Programas Regionais (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve).
“Este apoio permite-nos avançar na nossa missão: criar marisco inovador e sustentável, produzido a partir de células, e que reduz a pressão sobre os ecossistemas marinhos”, refere a empresa em comunicado.
O financiamento agora garantido será aplicado nessa inovação, nomeadamente na “produção de células de polvo para o desenvolvimento de produtos híbridos que mantenham o sabor, a textura e o valor nutricional do polvo tradicional”, avançam os responsáveis da empresa.
A Cell4Food procura, assim, dar resposta a desafios globais como é o caso da sobre-exploração dos recursos marinhos ou a degradação ambiental que, consequentemente, levam à necessidade de encontrar “alternativas proteicas éticas e sustentáveis, contribuindo para um futuro alimentar mais responsável, inovador e alinhado com os princípios da sustentabilidade”, acrescentam.
Do projeto CELLBLUE fazem parte também o Colab4Food, CATAA – Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar, Universidade Católica Portuguesa, Instituto Superior de Agronomia e Sense Test. A entidade responsável pela gestão, avaliação e atribuição do financiamento é a Agência Nacional de Inovação (ANI).
Sobre a Cell4Food
A Cell4Food foi criada em 2022 com o propósito de “responder aos desafios de sustentabilidade e segurança alimentar no setor marinho”. A empresa recebeu a chancela U.Porto Spin-off em 2025, passando a pertencer ao The Circle.
Com laboratórios especializados no Terinov em Angra do Heroísmo, no IB-S da Universidade do Minho, em Braga e no Taguspark em Oeiras, a Cell4Food tenciona levar a sua bandeira da sustentabilidade o mais além possível. Atualmente, estão focados nas fases iniciais de desenvolvimento do projeto, o que inclui estudos de mercado e benchmarking de produtos e processos baseados em tecnologias inovadoras. Estão também a analisar o enquadramento legal aplicável a estes novos alimentos.
“Paralelamente, estamos a definir as matérias-primas e as metodologias de produção, além da identidade visual do projeto e do respetivo plano de comunicação e disseminação”, dizem.
De olhos postos no futuro, o projeto CELLBLUE irá focar-se na avaliação da segurança alimentar, na análise de viabilidade técnico-económica e na validação de novos produtos, consolidando a base científica e regulatória necessária para a introdução do produto no mercado. “Esperamos ter um produto final que representa uma nova categoria de alimentos e que vai para além de uma proteína complementar”, concluem os elementos da spin-off.
Escolhidas as finalistas do SheLeads Ventures!
Submetido por U.Porto Inovação em 17/11/25
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Já estão escolhidas as 10 finalistas da primeira edição do SheLeads Ventures, o primeiro programa da Universidade do Porto para promover a liderança feminina.
A iniciativa recebeu 70 candidaturas, que foram avaliadas por um painel de peritos. As 10 equipas escolhidas, lideradas por mulheres, vão competir na grande final a ter lugar na Porto Business School no próximo dia 10 de dezembro (evento aberto ao público, mais informações em breve).
Parabéns às equipas:
AI4BirthCare
ALVA
ApneaScreener
BERMICIN Care
CARE BEAT
EcoWires
LIFT
SILENT SEA
SIMIC
SugarFree
O She Leads Ventures é uma iniciativa conjunta de oito parceiros: Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), Astrolábio, Caixa Geral de Depósitos, IES-Social Business School, Porto Business School (PBS), Rollercoaster e UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto.
BIP Acceleration premeia tecnologia sustentável para a eletrónica
Submetido por U.Porto Inovação em 07/11/25
As tecnologias atuais de fabrico de circuitos elétricos flexíveis utilizam materiais poluentes (como os plásticos, derivados do petróleo) ou perigosos e tóxicos (presentes em tintas condutoras). Além disso, também usam metodologias de deposição das tintas com recurso a altas temperaturas, o que é energeticamente exigente. Foi de olhos postos nesse problema que nasceu a EcoWires, o projeto vencedor da 4.ª edição do programa BIP Acceleration, iniciativa da U.Porto Inovação que visa apoiar equipas de cientistas de Universidade do Porto que queiram testar e validar o modelo de negócio da sua ideia.
Desenvolvido por Inês Freitas e Rita Martins, ambas investigadoras da Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP), o projeto EcoWires consiste numa nova forma de impressão de circuitos eletrónicos flexíveis, recorrendo a “materiais sustentáveis, seguros, económicos e que existem em muita quantidade na natureza”. É uma abordagem que “não só reduz custos como também poupa tempo e diminui o impacto ambiental”, apresenta a equipa da qual também fazem parte os docentes e investigadores da FEUP, Adélio Mendes e Joaquim Gabriel Mendes.
“Através de um processo químico simples, é possível produzir papel transparente e incorporar no seu interior materiais condutores à base de carbono, com a forma do circuito desejada pelo cliente, contribuindo assim para tornar a produção de componentes eletrónicos flexíveis mais ecológica e acessível”, acrescentam.
Além da utilização dos materiais mais sustentáveis e seguros, a EcoWires também “usa um método de impressão que deposita o material condutor e o isola automaticamente no papel transparente, numa única etapa e com um design totalmente personalizável”. Assim, esta tecnologia tem como potencial aplicação LEDs, pequenos dispositivos de armazenamento de energia, antenas NFC, sensores, localizadores GPS e outros componentes semelhantes em “têxteis, pulseiras ou materiais curvos”.
O projeto foi um dos três vencedores da final nacional do ClimateLaunchpad 2025, a mais recente edição da maior competição mundial de ideias de negócio cleantech. Agora, com a conquista do primeiro lugar no BIP Acceleration, tencionam avançar para o desenvolvimento dos primeiros protótipos, utilizando o prémio para adquirir material de laboratório que “permitirá o aprodundamento da prova de conceito da tecnologia”, dizem.
Ao mesmo tempo, vão avançar para a proteção da propriedade intelectual e, eventualmente, para a “criação de uma empresa spin-off da Universidade do Porto para a etapa de comercialização.”
Precisão no tratamento do cancro da mama e dos tumores cerebrais infantis
No segundo e terceiro lugares do BIP Acceleration 2025 ficaram, respetivamente, os projetos ALVA e VANTAGE 4MB. ambos focados no combate ao cancro.
O projeto ALVA - que venceu a edição deste ano do iUP25k, chamando-se, na altura, OnCure Therapeutics - tem o seu foco no cancro de mama triplo negativo (TNBC), a forma mais agressiva e difícil de tratar do cancro da mama.
Como refere Sandra Tavares, investigadora do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) e líder do projeto, “todos os anos, cerca de 350 mil mulheres são diagnosticadas com cancro da mama triplo negativo”. E uma vez que os tratamentos atuais, como a quimioterapia, causam efeitos secundários graves e duradouros, o projeto ALVA quer “desenvolver um novo medicamento que ataca apenas as células cancerígenas, sem afetar as saudáveis”. Isso significa menos efeitos secundários, menos sofrimento e também menos custos para os hospitais. “Mais do que tratar, queremos cuidar”, aponta a investigadora.
Quando comparada com outras soluções, as vantagens desta abordagem são claras: “por um lado, minimização de efeitos secundários que afetam a qualidade de vida das pacientes. Por outro, a redução dos custos hospitalares associados ao tratamento desses mesmos efeitos secundários”. A equipa – da qual também fazem parte António Ribeiro (LAQV/REQUINTE) e Andreia Silva (i3S) – acredita que este projeto marca “uma mudança rumo à oncologia de precisão, com muito menos efeitos colaterais” do que a quimioterapia, o tratamento convencional para tantos cancros.
O prémio agora conquistado no BIP Acceleration será usado para avançar na investigação laboratorial e também como forma de investimento na formação da equipa enquanto empreendedores. “Vamos promover a nossa ideia em eventos e desenvolver a nossa rede de contactos com outros projetos e investidores”, explica Sandra Tavares. Paralelamente, vão continuar focadas em concluir a “validação do alvo molecular e aprofundar o trabalho de investigação.
Já o projeto VANTAGE4MB é uma plataforma in vivo que possibilita estudar melhor o comportamento do meduloblastoma, um tumor cerebral infantil extremamente agressivo.
“A nossa ferramenta biotecnológica avançada irá permitir que empresas farmacêuticas e de biotecnologia testem de uma forma mais autêntica o potencial dos seus compostos e ferramentas, aumentando a possibilidade de cura deste tumor”, explica Rui Pereira, investigador do i3S e líder do projeto.
O objetivo é que os oncologistas pediátricos utilizem e combinem “as melhores terapias personalizadas, melhorando significativamente os resultados clínicos e, assim, a qualidade e a esperança de vida dos pacientes”, explica. Esta é uma solução comparativamente melhor com outras do mercado, pois tem “menores custos associados e permite avaliar e obter mais rapidamente, e com mais precisão, a resposta específica de cada tumor infantil a diferentes terapias.
Da equipa criadora do VANTAGE4MB fazem parte também Helena Azevedo, Jorge Lima e Sofia Lamas – todos do i3s – e Maria João Gil da Costa, do Centro Hospitalar Universitário São João. Para o grupo, a conquista do terceiro lugar no BIP Acceleration é um “primeiro passo fundamental” para conseguirem transformar o projeto científico num “modelo empresarial inovador”.
O prémio será usado para acelerar a implantação da tecnologia, financiar propriedade intelectual e realizar o primeiro ensaio pré-clínico.
"Valorizar o conhecimento" produzido na Universidade.
A grande final do BIP Acceleration 2025 decorreu no passado dia 4 de novembro, nas instalações da Porto Business School (PBS), parceira desta edição. A avaliar os projetos finalistas esteve um júri composto por Rodrigo de Alvarenga, Raphael Stanzani (UPTEC) e Sofia Correia de Sousa (ANJE).
“O nosso interesse é manter de pé esta iniciativa – que já vai na quarta edição – porque queremos sempre apostar na inovação e na valorização do conhecimento produzido no nosso ecossistema”, destacou Pedro Rodrigues, Vice-Reitor da U.Porto para a Investigação e Inovação, no momento que antecedeu o anúncio dos vencedores.
Com o apoio dos parceiros, o objetivo do BIP Acceleration é, além de reconhecer e premiar, dar ferramentas a equipas de todas as áreas do saber para as ajudar a levar o conhecimento mais longe.
“A diversidade dos temas abordados pelas equipas nesta edição mostra, precisamente, que o nosso ecossistema é diverso e capaz de produzir ciência em várias temáticas. A Universidade do Porto é isto mesmo: tentar, de várias formas, valorizar todo o conhecimento que produz”, finalizou Pedro Rodrigues.
O BIP Acceleration 2025 teve o apoio da Caixa de Geral de Depósitos e a parceria da Porto Business School e da UPTEC.
UniVerse: Academia Empreendedora: onde nasce a inovação
Submetido por U.Porto Inovação em 23/10/25
Dirigida a participantes da Web Summit, entidades públicas e privadas do ecossistema de inovação, investidores, empresas, startups e empreendedores, a “UniVerse – Academia Empreendedora” tem como objetivo afirmar o papel estratégico da academia no desenvolvimento económico e tecnológico do país.
É uma iniciativa dedicada ao impacto da academia no ecossistema de empreendedorismo português, construída colaborativamente com as Universidades do Porto, Coimbra, Aveiro, Algarve, Évora, Madeira e NOVA FCT, e que conta com o apoio da Agência Nacional de Inovação, da Startup Portugal e do EIT Community Hub Portugal.
Terá lugar no dia 11 de novembro, das 17h00 às 20h00, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, transformado num verdadeiro ponto de encontro entre o conhecimento e a inovação.
O que esperar?
Um espaço de diálogo entre universidades, empresas, investidores e start-ups;
Uma pitch competition que dá palco ao talento empreendedor vindo das universidades portuguesas;
Networking, inspiração e novas oportunidades de colaboração.
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Soja de Portugal regressa às sessões A2B
Submetido por U.Porto Inovação em 20/10/25
Conhecida como sendo de referência no setor da indústria agroalimentar, a Soja de Portugal participou, este mês de outubro, numa sessão A2B com investigadores da Universidade do Porto. O objetivo foi apresentar as áreas de interesse da empresa e anunciar os desafios para a próxima edição (2025/2026) do programa IJUP-Empresas, no qual a Soja de Portugal, enquanto parceira da iniciativa, pretende financiar um projeto de investigação exploratória.
Os desafios estão, naturalmente, enquadrados nas áreas de atuação da empresa: nutrição animal, transformação e valorização de coprodutos de origem animal. Neste âmbito, os representantes da Soja de Portugal elencaram três desafios principais para os quais gostariam de ver nascer soluções – e futuras parcerias – na Universidade do Porto: oxidação lipídica e da palatabilidade de rações de petfood; substituição de ingredientes de alto valor; tratamento de óleos e gorduras de origem animal.
A sessão foi organizada pela U.Porto Inovação e contou com a presença, além de membros da empresa, de dois investigadores da Universidade do Porto. Joana Maia, do Laboratório de Engenharia de Processos, Ambiente, Biotecnologia e Energia/Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (LEPABE/FEUP) partilhou que no seu grupo investigam soluções de valorização energética de resíduos, nomeadamente biogás, e que identificou possibilidades de parceria em soluções para regulação de acidez dos produtos da Soja de Portugal.
Já o investigador Ricardo Páscoa – do Laboratório Associado para a Química Verde (LAQV@REQUIMTE) desenvolve trabalho na área da espectroscopia e análise multivariável de dados tendo identificado oportunidade de colaboração com a Soja de Portugal na investigação de métodos analíticos e de sistemas de controlo das propriedades dos produtos da empresa.
Uma aposta contínua em apoiar o esforço de inovação da indústria
As sessões A2B começaram em 2011 e, desde então, já se realizaram mais de 70 encontros. O objetivo é apoiar o esforço de inovação da indústria, promovendo o encontro entre grupos de investigação e empresas com o intuito de formar parcerias que assegurem uma maior eficácia da transferência e valorização de conhecimento. Pode conhecer mais um pouco sobre a história destes encontros aqui.
Estas sessões, que podem ter lugar tanto na Universidade como nas empresas, proporcionam o reforço dos laços entre os investigadores e os membros da indústria, criando assim as condições ideais para uma investigação aplicada aos desafios que as empresas enfrentam num mundo cada vez mais competitivo.
A Soja de Portugal já havia participado de uma sessão A2B em 2024, também ela enquadrada no IJUP Empresas. Dez anos antes o grupo empresarial foi anfitrião de uma comitiva de vinte pessoas da U.Porto, providenciando visitas às empresas Savinor e Sorgal.
Nascida em 1943, a Soja de Portugal opera nas áreas de nutrição animal, carne de aves e recolha, tratamento e valorização de coprodutos. À data engloba algumas das mais relevantes empresas do setor agroindustrial português e conta com nove sites industriais de norte a sul de Portugal. Sendo a inovação um dos seus motores, e Soja de Portugal tem vindo a associar-se à Universidade do Porto já há alguns anos, apoiando diferentes iniciativas.
Se acha que a sua empresa pode beneficiar de uma sessão A2B contacte-nos!
Esta sessão contou com o apoio do UI-Transfer 2.0, um projeto cofinanciado pela União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, enquadrado no Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE 2030) do Portugal 2030.
Projetos escolhidos no BIP PROOF mostram resultados
Submetido por U.Porto Inovação em 08/10/25
BioECOchar, DM4DPD, PEPILSKIN, PepTRAP, SIMIC e UPWIND. Foram estes os nomes dos projetos escolhidos para receber financiamento na edição 2024/2025 do BIP PROOF. São trabalhos de diferentes áreas de investigação, provenientes de diferentes entidades ligadas à Universidade do Porto, com as mais diversas preocupações em mente. Cada projeto recebeu 10 mil euros de financiamento na iniciativa da U.Porto Inovação, com o apoio da Fundação Amadeu Dias (FAD) e da Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Passado perto de um ano desde a atribuição do financiamento, chegou a altura de os cientistas apresentarem os resultados dos seus projetos ao público. A sessão ocorreu no passado dia 8 de outubro de 2025, nas instalações da UPTEC. Marcaram presença todas as equipas, bem como representantes dos parceiros que tornaram esta edição da iniciativa possível e algumas empresas interessadas no que de melhor se faz na investigação da U.Porto.
Pedro Rodrigues, Vice-Reitor da Universidade para a Investigação e Inovação, abriu a sessão. Como já tem vindo a referir em outros eventos associados ao BIP PROOF Pedro Rodrigues agradeceu às equipas o esforço e trabalho, nesta que continua a ser uma iniciativa “muito acarinhada porque permite fazer chegar a investigação da U.Porto a níveis de aplicabilidade concretos”, referiu.
André Fernandes, Diretor da U.Porto Inovação, salientou ainda a importância de sessões de apresentação pública de resultados como esta, para que a U.Porto consiga continuar a trazer e atrair recursos para estas linhas de investigação e para estes projetos que, eventualmente, serão transferidos para a sociedade através de novas empresas ou através de produtos, serviços, e soluções licenciadas ou vendidas a empresas que já estejam em atividade”. Como refere o Diretor, o BIP PROOF é uma iniciativa cuja “procura supera em muito a oferta” [a sétima e oitava edições combinadas, por exemplo, receberam mais de 70 candidaturas e, por isso, a organização espera “atrair cada vez mais fontes de financiamento, mecenas e outras entidades que estejam disponíveis para trabalhar com a U.Porto na maturação e valorização dos resultados de investigação gerados no nosso ecossistema”, referiu.
Desse leque de parceiros já fazem parte a Fundação Amadeu Dias (FAD), que está com o BIP PROOF desde a sua primeira edição, e a Caixa Geral de Depósitos (CGD). João Gonçalves, da FAD, esteve presente, reforçando o apoio aos cientistas: “Este é, sobretudo, o vosso trabalho, que permite levar a investigação em frente”. Joaquim Brandão (CGD), por sua vez, referiu que é para a instituição um “privilégio estar junto de quem produz conhecimento” ao mesmo tempo que alargam a atividade da CGD “para áreas de reconhecimento e valorização pessoal e profissional”.
Perto de um ano depois, como estão os projetos?
Num ponto quase todas as equipas estavam de acordo: o tempo passado desde a atribuição do financiamento é curto, pois quase tudo o que acontece em ciência leva tempo. No entanto, todas as seis equipas conseguiram apresentar resultados concretos, levados a cabo (também) graças aos 10 mil euros que cada um dos projetos recebeu no BIP PROOF.
DM4DPD e PepTrap, dois grupos de cientistas dedicados à doença de Parkinson, conseguiram, por exemplo, começar testes. A equipa da DM4DPD começou os ensaios em in vitro – agora em fase de conclusão e nos próximos três anos esperam passar para os ensaios in vivo, já com os ensaios pré-clínicos em mente. A tecnologia PepTrap conseguiu aumentar a maturidade no que diz respeito ao Technology Readiness Level (TRL) e apresentaram resultados farmacológicos “bastante promissores” dos seus ensaios.
A tecnologia Pepilskin surpreendeu a audiência com uma amostra real do seu produto para tratar feridas crónicas. O financiamento obtido permitiu-lhes fazer outsourcing e contratar duas empresas para levar o projeto avante: uma delas fez o teste de irritabilidade em pele humana, que permitiu constatar a ausência de toxicidade do produto.
Na área da energia, os projetos BioEcoChar e UPWIND também mostraram evolução nos últimos meses. No primeiro, uma solução para tratar águas residuais, a equipa conseguiu alcançar um marco importante de remoção dos poluentes em apenas duas horas. Graças a uma parceria com uma fábrica produtora de manjericão, a BioEcoChar conseguiu fazer os testes necessários, revelando que, numa fábrica deste tamanho, os aumentos de faturação aplicando a tecnologia podem chegar a centenas de milhares de euros.
A equipa da UPWIND, além de resultados, levantou um pouco o véu do seu ambicioso plano a curto-médio prazo. Este inclui terminar o Minimum Viable Product (MVP) já no próximo ano, chegando a um “nível de public utility para gerar energia”, referiram. No caso desta tecnologia, cujo objetivo é alargar o acesso a energia acessível, os dez mil euros foram usados essencialmente na construção do protótipo, o que lhes permitiu utilizar outro tipo de recursos disponíveis na comunicação do projeto, nomeadamente na criação de identidade gráfica: logotipo e vídeo.
O projeto SIMIC - monitorização inteligente para comboios – está a desenvolver dispositivos sensorizados e a avançar com testes dos seus protótipos, nos quais vão continuar a investir. O financiamento foi crucial para a submissão de um pedido de patente.
Sobre o BIP PROOF
Criado pela U.Porto Inovação em 2018, o programa BIP PROOF tem como objetivo é criar um sistema de provas de conceito. Essas podem traduzir-se em construção de protótipos de viabilidade técnica, realização de ensaios in vitro/in vivo, estudos de viabilidade ou de mercado, entre outras, para que possam contribuir para a maturação da tecnologia e aproximação ao mercado.
Ao todo o BIP PROOF já distinguiu um total de 55 ideias inovadoras com mais de 600 mil euros.
Nas suas várias edições, a inciativa tem demonstrado grande impacto em áreas como colaborações com entidades externas (seja academia, indústria ou instituições públicas), publicações e nova investigação e também aspetos socioeconómicos, destacando-se os mais de 2 milhões de euros em financiamento arrecadados pelas equipas ao longo do tempo.
Esta edição do BIP PROOF (2024-2025) contou com o apoio da Fundação Amadeu Dias e da Caixa Geral de Depósitos.
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