Mensagem de erro

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É mais um marco para a proteção da propriedade intelectual do que de melhor se faz na Universidade do Porto e uma prova de que o talento e inovação dos inventores é reconhecido além fronteiras. Nos últimos meses, a U.Porto alcançou mais quatro concessões de patente em territórios internacionais muito importantes nas respetivas áreas. 

Sem qualquer tipo de ordem, falemos então da tecnologia “Method and apparatus for feedback-based real-time multicast over wireless networks”, desenvolvida na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e licenciada à Streambolico, empresa spin-off da Universidade. Esta tecnologia, recentemente concedida nos Estados Unidos, utiliza técnicas de codificação em rede para atingir velocidades de distribuição de conteúdos na internet significativamente superiores, utilizando os recursos disponíveis à sua máxima capacidade. Para Rui Costa, um dos inventores e também CEO da Streambolico, esta concessão em território americano, é “de vital importância pois trata-se do mercado principal da Streambolico”

Já a tecnologia D- scan, desenvolvida na Faculdade de Ciências da U.Porto, foi concedida no Japão e também na Rússia e em Singapura. Atualmente licenciada à Sphere Ultrafast Photonics, também ela empresa spin-off da Universidade do Porto, esta é uma tecnologia de laser ultrarrápida que permite medir e controlar impulsos laser ultra-curtos com durações próximas dos 3 femtosegundos (1 femtosegundo = 0,000 000 000 000 001 segundos). As utilizações dos lasers ultra-curtos controlados vão desde a terapia e diagnóstico avançados em oftalmologia até ao processamento de materiais com alta precisão e este aparelho único permite também melhorar o modo como se constroem novos lasers. Para Hélder Crespo, uma das mentes por detrás da invenção, estas concessões na Rússia e em Singapura são muito valiosas, por se tratarem de “dois mercados potencialmente muito importantes e com características muito diferentes e onde a Sphere conta ter presença”, refere. A tecnologia D-Scan já está também patenteada nos Estados Unidos.
 
A Sphere tem também, no momento, mais quatro pedidos de patente pendentes, com novas tecnologias: “Para as criar estivemos a trabalhar a fazer Investigação diariamente, desde que fundámos a empresa”, refere Helder Crespo. Relativamente ao futuro, o investigador revela que a estratégia de abordagem ao mercado vai continuar a ser mundial: “Vamos abordar potenciais clientes nestes dois países onde a patente foi agora concedida, tal como fazemos com todos os outros territórios onde consideramos ser estrategicamente importante marcar presença”, diz. Recentemente, e nesse sentido, os investigadores e empresários envolvidos no processo visitaram diferentes instituições em vários países, precisamente com esse intuito. Foi o caso de Pequim (na foto), Santiago de Compostela, o Laboratório Europeu ELI (República Checa) e o Max Planck Institut de Garching (Alemanha).

A U.Porto Inovação dá os parabéns a todos os inventores!