U.Porto and Santander take you to European Innovation Academy

The University of Porto and Santander Universidades will offer 25 tickets to participate in the European Innovation Academy 2019 (EIA 2019), an international entrepreneurship summer school that gathers on the same place students from more than 40 nationalities and 60 countries. The event will take place in Portugal, more precisely in Cascais, between July 14 and August 2. Aimed at all students from the best American, Asian and European universities, the EIA is an immersive entrepreneurship program whose goal is to offer an experiential learning experience to help participants scale up their business ideas. Besides being a very practical experience in the logic of "learning-by-doing", it will also be an excellent opportunity to showcase projects to potential investors present at the event. Throughout the period of three weeks of intensive work the participants will be collaborating in multidisciplinary teams (in that way enhancing the exchange of skills). The trainings of each week will follow a theme, with "Ideation & Formation" being the first. The following weeks will talk about "Prototype and Growth Hacking" and "Finding Users and Pitching". Experts from Amazon, Airbnb, Google are just some of the program speakers and mentors at your reach. Who can apply? The program is intended to any student (also international) who have an active link with the University of Porto (valid frequency in any cycle of studies). All registrations are worth 1899 euros and will be granted by U.Porto and Santander Universidades. Please note that accommodation expenses (3 weeks in Cascais or nearby area), transport and all meals shall be covered by the participant. Also, the organization adds that no kind of money transfer will take place. The 1899€ refers to the scholarships worth’s, meaning the event’s registration fee and the access to its activities. Application period will open between March 25 and April 20 and all applications shall be submitted at the Santander X platform.Those interested in applying must register on the platform to be able to access the call and be eligible. Step by step: 1. Go to Santander X and create your profile. You will receive an email requiring your confirmation 2. After the confirmation of your profile, acess U.Porto Innovation's call for European Innovation Academy; 3. Click on "Sign me up" and fill out the form. If you experience any issue during the registration process please contact Sara Fidalgo (sfidalgo@reit.up.pt) or Maie Peetri (mpeetri@reit.up.pt) 4. All done! U.Porto Innovation, the knowledge transfer office of the University of Porto has established a partnership with the European Innovation Academy and will be the entity responsible for selecting the participants and granting the scholarships. Some important notes about the selection: The selected applicants will be asked to pay a caution fee of € 50 as participation guarantee. Part of the amount will be returned; Housing, transport and food expenses are not included in the scholarship. One of the selection criteria is the diversified involvement of the Faculties, aiming to guarantee the representativeness of the largest possible number of organic units of the University of Porto.   For more information (or if you have any difficulties signing up) just send an email to Maie Peetri mpeetri@reit.up.pt or Sara Fidalgo sfidalgo@reit.up.pt If you need any help finding accomodation in Cascais, please contact Susana Fonseca susana@inacademy.eu This initiative is powered by Santander Universidades. This initiative has the support of Santander Universities.

Addvolt fecha parceria com HAVI Portugal

O sistema Plug-in Elétrico da Addvolt, tecnologia desenvolvida na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e já patenteada, está agora a operar na frota da HAVI Portugal, uma empresa de logística mundialmente reconhecida. Assim, a distribuição de produtos frescos e congelados no centro de Lisboa consegue ser assegurada sem o uso de diesel, livre de emissões de CO2 e com baixo ruído, devido à combinação de veículo a gás com o sistema de refrigeração alimentado em modo elétrico pela AddVolt. É uma solução verdadeiramente não-invasiva e ecológica, que usa bateria de iões de lítio que podem ser carregadas em qualquer centro logístico, ou com energia recuperada nas travagens e desacelerações do veículo. A tecnologia desenvolvida pela AddVolt, empresa spin-off da U.Porto que está, atualmente, incubada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, permite, graças à diminuição do ruído dos camiões, que as empresas de transporte operem em zonas urbanas durante a noite, e melhora também as condições de trabalho dos motoristas através da redução do nível de ruído do veículo e da minimização das vibrações na cabine. A HAVI consegue, assim, assegurar a distribuição de produtos frescos e congelados em grandes centros urbanos, com um sistema de refrigeração sem uso de diesel, livre de emissões de CO2 e com baixo ruído. Esta parceria entre as duas empresas acontece na sequência do compromisso da HAVI em executar a sua atividade de forma mais eficiente e sustentável. Depois de, em 2014, se ter tornado na primeira empresa portuguesa a integrar camiões a gás natural na sua frota, reduzindo substancialmente a pegada de carbono, era necessário ir mais longe uma vez que a unidade de refrigeração dos camiões continuava a operar a diesel, sendo responsável por 25% das emissões totais do veículo. A HAVI decidiu, então, recorrer à solução elétrica da AddVolt, tornando-se numa das primeiras empresas no mundo a entregar produtos sob temperatura controlada com zero emissões e baixo ruído, eliminando totalmente o gasóleo da sua operação. Entre todas as vantagens, isto contribui também para a melhoria da qualidade do ar no centro das cidades. Em fevereiro de 2019 já tinham sido transacionados mais de 3 MWh de energia elétrica, tendo sido evitados mais de 4.7 ton. de emissões de CO2. Isto deve-se ao facto de o sistema de refrigeração operar continuamente em modo elétrico, graças à implementação da solução da AddVolt. Estes resultados não só minimizam a pegada de carbono da HAVI, como também têm um impacto amplo e positivo na qualidade de vida do motorista. Bruno Azevedo, antigo estudante da Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP) e co-fundador e CEO da empresa, refere que “a equipa da AddVolt está verdadeiramente orgulhosa por contribuir para o compromisso da HAVI para um transporte sustentável e continuará a trabalhar nesta transição energética”.

Spin-off’s da U.Porto “aprendem” a internacionalizar-se

Foram dois dias de formação intensiva na Porto Business School para oito empresas spin-off da Universidade do Porto e quatro do Instituto Pedro Nunes, em Coimbra. O Bootcamp de Internacionalização, promovido pelo projeto Atlantic Digital Startup Academy (ADSA), foi organizado pela U.Porto Inovação, com o objetivo de dotar as startups de novas valências importantes para os seus processos de internacionalização e scale-up. Ministrada por quatro formadores – Eurico Neves, CEO da INOVA+, Gil Gonçalves, investigador e avaliador do programa Horizonte 2020, José Soutinho, diretor da CEDES e Miguel Sousa, CEO da Index Talent – a formação focou-se no (re)desenho do modelo negócio, na promoção internacional de negócios, na negociação de tecnologias e no financiamento necessário ao scale-up. Pretendeu-se, deste modo, ajudar as empresas participantes a melhorar o seu modelo de negócio, mas também, e sobretudo, auxilia-las na criação de uma estratégia mais concreta para as suas intenções de internacionalização, criando uma proposta de valor mais específica para mercados externos. Além das abordagens teóricas, houve também espaço para exercícios práticos, momentos de autoavaliação e reflexão das startups, aconselhamento individual e personalizado e, claro, muito networking e troca de experiências entre os jovens empreendedores. Da Universidade do Porto participaram as spin-offs 3Decide, Adyta, Explicas-me, EZ4U, Masdima, MUB Cargo, Parli e ShopAI. No final da jornada as empresas puderam apresentar o seu pitch final aos formadores – e potenciais investidores. O prémio de “Best performance” e “Most Valuable Company” foi atribuído à Parli, que terá oportunidade de realizar um pitch em frente a investidores no evento final desta fase do projeto ADSA. Já a distinção de “Most valuable entrepreneur” foi para Pedro Esmeriz, CTO da ShopAI. Para Nelson Cardoso, da Parli, este Bootcamp proporcionou uma nova visão sobre diversos aspetos importantes para que uma startup possa crescer: “Sentimos que nos abriu algumas possibilidades relativamente aos próximos passos a dar, tendo em vista o crescimento que pretendemos”, refere, acrescentando que é de salientar “o conhecimento que os mentores passaram durante as discussões individuais e personalizadas com os empreendedores”. Sobre o ADSA O ADSA é um projeto cofinanciado pelo FEDER através do programa INTERREG Atlântico e União Europeia. Tem como objetivo apoiar a competitividade e internacionalização de startups digitais no espaço atlântico. Este apoio tem vindo a ser materializado sob a forma de um programa de aceleração e rede de mentores para facilitar o “scale-up” das empresas participantes. Do ADSA fazem parte parceiros de cinco regiões diferentes (França, Reino Unido, Irlanda, Espanha e Portugal) e a promoção da internacionalização entre estas regiões é a principal prioridade.  

Orçamento Participativo Jovem 2018 distingue investigador da U.Porto

Criar condições para o estabelecimento de uma rede de colaboração entre gerações no norte de Portugal, que promova o desenvolvimento e disseminação de respostas inovadoras na área da saúde. É esse o objetivo do ÂMAGO, um projeto liderado por  Hernâni Zão Oliveira (na foto, à direita), investigador do Laboratório de Criação de Literacia em Saúde da Universidade do Porto (LACLIS), que acaba de ser contemplado com 50 mil euros no âmbito do Orçamento Participativo Jovem 2018. A ideia surgiu durante a participação do investigador no programa StarShip, da rede EIT Health, onde recebeu formação em metodologia de Biodesign. Para Hernâni Zão Oliveira, esse período de 2018 foi essencial para criar o projeto: “Desenvolvi uma proposta de projeto intergeracional entre escolas básicas e/ou secundárias e universidades seniores, onde se pudessem discutir novas soluções para necessidades detetadas na área da comunicação em saúde”, refere. O objetivo principal? Definir estratégias que tornem os projetos de Promoção em Saúde mais eficazes e integradores, ajudando a abrir as portas da universidade à população mas também, através da partilha de competências entre faixas etárias distintas, a diminuir o isolamento social. Para cumprir o objetivo a que se propõe, o ÂMAGO vai fomentar as ditas parcerias entre instituições e grupos, para que se possam criar e estabelecer laboratórios colaborativos onde a discussão se concretize. No ÂMAGO, jovens e seniores serão convidados a detetar necessidades, analisá-las e propor soluções para aumentar o conhecimento da população sobre saúde. Na opinião de Hernâni Oliveira, o projeto poderá trazer vantagens em diferentes campos, nomeadamente no envolvimento mais ativo de municípios e suas instituições sociais e de educação na contribuição mais ativa para a investigação científica, o avanço tecnológico e a melhoria da qualidade de vida da população. Na prática, serão constituídas equipas de trabalho para os laboratórios, cada um com o mesmo número de seniores e idosos. Num primeiro momento haverá identificação das necessidades a partir da recolhe de feedback dos pares: “Ou seja, os seniores participantes serão encorajados a dialogar com outros seniores, e as crianças e adolescentes tambném entre si. O mesmo processo repete-se, mas o diálogo passa por levantar necessidades identificadas entre interlocutores de distintas faixas etárias”, explica Hernâni Oliveira. Durante todo o processo será dada formação aos participantes, prevendo-se que cada grupo consiga identificar, no mínimo, 100 necessidades diferentes. “Numa segunda fase selecionam-se apenas as necessidades comuns a ambos, isto é, a jovens e a idosos. Depois são elencadas aquelas que demonstram ter mais expressividade e impacto na população. Por fim, chegamos a um “top 3”, de acordo com as motivações do grupo, mas também com a possibilidade de se alcançar uma solução realista a médio/curto prazo”, apresenta o investigador. O ÂMAGO vai arrancar nas cidades de Esposende, Matosinhos e Porto e os 50 mil euros vão dar uma ajuda preciosa à primeira fase pois permitirão “financiar investigadores e despesas de material e outros custos do desenvolvimento do projeto-piloto com três laboratórios experimentais em cidades no norte de Portugal”, acrescenta Hernâni Zão Oliveira. Na opinião do investigador, o projeto piloto trará inúmeras vantagens e um efeito catalisador em duas frentes: “A primeira, diretamente relacionada com a forma como a inovação pode ser conseguida uma vez que se terá acesso a uma rede capaz de identificar problemas e validar soluções; e a segunda, num plano mais estrutural e político, com o envolvimento de municípios e das suas instituições sociais e de educação, para que contribuam de forma ativa para a investigação científica, avanço tecnológico e melhoria na qualidade de vida da população”, conclui.

Inovação “made in” U.Porto chega aos congressos médicos

Já foi apelidada de “Google para médicos” e é a app mais utilizada por clínicos em Portugal. Chama-se Tonic App, foi desenvolvida por uma empresa spin-off da Universidade do Porto, e começou por ser um software que junta, numa única plataforma, informações que ajudam os médicos a diagnosticar e tratar os seus pacientes. O ano de 2019 começa com um novo serviço, que permitirá à startup entrar no negócio das apps de congressos médicos. A oportunidade surgiu graças a uma parceria com a Eventtia, uma startup especializada em soluções digitais para eventos, que irá tratar da parte técnica. “Não fazia sentido a Tonic App desenvolver software mobile para eventos, não é o nosso core, por isso optámos por fazer uma parceria com quem já é especialista nesta área, enquanto nós nos concentramos no apoio aos médicos e na parte científica”, refere Daniela Seixas, CEO da empresa. Além de ser uma fonte de receita para a Tonic App, que se encontra neste momento a angariar investimento para a sua expansão para mercados estrangeiros, a spin-off da U.Porto pretende também, com esta parceria, aumentar de forma significativa o número de utilizadores da aplicação. Além disso, refere Daniela Seixas, uma parceria deste tipo é “muito importante também para a internacionalização da empresa”. Com o crescimento exponencial nos últimos tempos, a Tonic App foi integrando outro tipo de soluções na sua app, tornando-se num “verdadeiro ecossistema médico onde o clínico encontra todos os recursos que necessita para o seu dia-a-dia-profissional, sejam recursos para diagnosticar e tratar os pacientes como também vagas de emprego, cursos de pós-graduação, entre outros”, refere Daniela Seixas. Para a equipa, entrar no negócio das apps de congressos médicos é uma maneira de garantir uma espécie de “tudo em um”, ou seja, toda a informação útil de que um clínico precisa está num mesmo lugar, não obrigando a instalar uma aplicação por necessidade ou por evento. Uma vez que a Tonic App já é a app mais utilizada por médicos em Portugal isso garantiria também adoção e retenção, isto é: os clínicos que já usem a aplicação de uma forma regular terão a vantagem de um novo complemento no mesmo sistema, sem ter de instalar e desinstalar uma eventual aplicação de congressos de cada vez que frequentam um. “Diz não a apps que só servem um único fim e que acabam desinstaladas”, diz a Tonic App no seu anúncio oficial. A Tonic App é uma empresa nascida no seio da Universidade do Porto. Em maio de 2018 ficou em primeiro lugar no Lisbon Investment Summit 2018 e em novembro do mesmo ano conquistou o segundo lugar na competição de melhor aplicação móvel na área médica na MEDICA 2018 – a maior feira de saúde do mundo que acontece, anualmente, em Dusseldorf. Fundada há pouco mais de dois anos, a Tonic App já é utilizada por mais de 21% dos médicos portugueses.

Spin-off da U.Porto deteta problema na Galaxy Apps Store

A vulnerabilidade detetada consiste num erro de utilização de um canal Secure Socket Layer (SSL) que é um padrão global em tecnologia de segurança. O SSL cria um canal criptografado entre um servidor web e um browser, garantindo que todos os dados transmitidos sejam sigilosos e seguros. No caso da Galaxy App Store, a Adyta descobriu falhas na validação da integridade das apps da Samsung, o que faz com que “um telemóvel que aceda a uma rede não confiável pode ser enganado e passar a usar de forma permanente um market que não pertence à Samsung e onde figuram versões maliciosas modificadas de aplicações comuns como o Facebook, por exemplo”, explica Luís Maia, CTO daquela empresa spin-off da Universidade do Porto. No fundo, os hackers poderiam ter acesso ao sistema e interferir com os dispositivos. Ao detetar a falha, a equipa da Adyta decidiu comunicá-la à Samsung através do programa Samsung Mobile Security Rewards Program, especialmente criado para o efeito pela gigante sul coreana. “É um programa que recompensa quem deteta e comunica problemas de segurança”, explica Carlos Carvalho, CEO da Adyta, para quem esta é uma boa prática “que incentiva a que se comuniquem os problemas encontrados de forma a que sejam resolvidos, protegendo assim todos os utilizadores”. Para a Adyta, a decisão de comunicar a vulnerabilidade foi imediata: “O nosso interesse é que as plataformas tecnológicas sejam seguras”, acrescenta. Depois de ter reconhecido e corrigido o problema, a Samsung classificou a participação da Adyta no programa com High (a segunda mais alta nesta categoria do programa), e recompensou monetariamente a empresa. Apesar de a verba, como refere Carlos Carvalho, “ser, em si, pequena, tendo em conta que foi reportado um problema com abrangência global”, vai ajudar a que a spin-off U.Porto continue a dedicar-se ao desenvolvimento de tecnologia e à investigação nesta área que é o seu core. Para o CTO, Luís Maia, esta conquista permite “afirmar o trabalho desenvolvido pela Adyta na área das auditorias de segurança a nível internacional, mostrando que Portugal tem crescido nestas áreas”. A colaboração com a Samsung não é, no entanto, novidade para a Adyta. A empresa já havia participado na análise à plataforma Knox da marca, tendo vindo a trabalhar em conjunto, desde então, na análise funcional e criptográfica dos seus dispositivos. “Para nós, que somos uma spin-off da U.Porto, é muito positivo poder colaborar com uma das maiores empresas do mundo quer ao nível local, com o trabalho de avaliação contínua da Knox, quer na participação neste programa”, refere o CEO. No futuro, a empresa pretende continuar a desenvolver os seus produtos de forma sustentada, contribuindo para a melhoria da cibersegurança para todos: “É isso que acontece sempre que detetamos um problema e contribuímos para a sua solução”, conclui Carlos Carvalho. Sobre a empresa A Adyta é uma empresa com capitais exclusivamente portugueses e foi reconhecida como U.Porto Spin-off em 2017. O seu trabalho centra-se em soluções na área da defesa e proteção de comunicações, especializadas e ajustadas às necessidades de órgãos de soberania, grupos empresariais e outras organizações que, pela natureza das suas atividades, tratem informação e dados de caráter sensível ou classificado. Os fundadores da Adyta contam com mais de 50 anos de experiência agregada em segurança informática, cibersegurança, gestão de sistemas de informação e proteção de dados, colaborando frequentemente com o Gabinete Nacional de Segurança, a Comissão Nacional de Proteção de Dados e a Procuradoria-Geral da República.

A chat with companies: Eduardo Soares, from Amorim Cork Composites

In this month’s edition of “A chat with companies”, we were joined by Eduardo Soares, Head of Innovation at Amorim Cork Composites. “It’s crucial to understand the role and missions of each institution, and the obligations that arise from them, in order to efficiently manage everyone’s role in our society.”, as referred by our guest. Q: What’s the importance of Amorim’s relationship with the scientific and technologic community? A: Amorim Cork Composites’ innovation and product development strategy is highly focused on differentiating and sustainable value creation, due to the nature of its raw material, cork. We believe in the unique features of this material as an unlimited source of research and curiosity. Thus, at the centre of our activities, we find the partnerships with the scientific and technologic environment, driven by open innovation and multidepartment search for knowledge. From chemistry, to material technologies, biology and mechanics, we search for synergies that complement our portfolio and create added value in the common creation for solutions to challenges. Q: How have Amorim and the University of Porto been collaborating? A: The most common ways of interaction are R&D projects, internships, postgraduate courses and job fairs. Proximity to academia is valued and highlighted in our institution. Not only in research and cooperation, but also in the attraction of qualified human resources to our activity. We are always available to welcome new proposals for interactions that might streamline and enhance the best outcome for all parts involved. Q: What are the main challenges these two players face, in what concerns national innovation? A: It’s crucial to understand the role and missions of each institution, and the obligations that arise from them, in order to efficiently manage everyone’s role in our society. If Amorim Cork Composites’ role is centered in the valorisation of cork and the sustainable creation of value for its shareholders, the role of the University will always be to train human resources, develop research, enhance and strengthen its position in academia and raise public or private investment. The overall challenge is that we have increasingly fewer people on both sides that have had mixed experiences or backgrounds in both corporate and academic settings. These individuals are key as communication facilitators, to improve mutual understanding. It is also essential that Amorim Cork Composites is able to convey to the University of Porto some of the company’s tech challenges, in order for them to be fostered and developed by the university. This requires the strengthening of the open innovation and knowledge sharing spirit from both institutions.

MechALife: uma evolução tecnológica das muletas e andarilhos

Chama-se MechALife e promete revolucionar as tradicionais muletas e andarilhos através de um exosqueleto para os membros inferiores. Uma vez no mercado, poderá melhorar a vida dos 20 milhões de pessoas da 3ª idade que “sofrem de mobilidade reduzida moderada só na União Europeia”, referem os investigadores. Projeto começou na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e está a ser desenvolvido no INEGI por Daniel Pina e Nilza Ramião (na foto). Na verdade, o conceito existe há bastante tempo. Mas também é verdade que a ele vem associado algum preconceito: “a ideia de ver pessoas, no presente, a usar exosqueletos no dia-a-dia ainda é algo estranha para alguns”, explica Daniel Pina. Mas as vantagens do MechALife, quando comparadas com os seus principais concorrentes, motivam os investigadores. Por um lado, e quando comparada com muletas e andarilhos, esta tecnologia permite assistir a marcha sem que a pessoa precise de ocupar as mãos e os braços, o que é uma diferença muito relevante pois estas pessoas “têm dificuldade em deslocar-se dentro de casa enquanto carregam um prato de comida, por exemplo”, conta o investigador. Além disso, também se destaca em relação a outro tipo de exosqueletos – muito volumosos e pouco discretos - por poder ficar escondido e usado debaixo de roupas largas: “Não queremos que a imagem do MechALife seja a de um apetrecho metálico e invasivo em torno das pernas. Isto porque acreditamos que o constrangimento social sobre a utilização de um aparato metálico seja grande, particularmente para a faixa etária a que a nossa tecnologia se destina”, conta. Tudo começou durante o Mestrado de Daniel Pina numa universidade alemã, onde começou a familiarizar-se com os exosqueletos assistidos, tendo inclusivamente participado no desenvolvimento de um, para ser utilizado no cotovelo. Depois, e já terminado o curso, o investigador participou no projeto AAL4LL, que contava com várias universidades do país – incluindo a U.Porto – bem como empresas tecnológicas, e cujo objetivo era criar produtos tecnológicos de assistência à população sénior. A partir daí Daniel Pina ficou familiarizado com o problema mais a fundo, e a temática deu origem ao seu projeto de doutoramento “sobre o desenvolvimento de um exosqueleto para encarar o problema da mobilidade no envelhecimento”, conta. Essa jornada foi orientada por Joaquim Gabriel Mendes, investigador da Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP) e também do INEGI. (FEUP) e coorientada por Renato Natal Jorge (FEUP). Renato Natal Jorge é o responsável pela equipa ao nível da conceção e validação experimental. Recentemente, o caráter inovador do MechALife foi reconhecido e Daniel Pina e Nilza Ramião receberam um financiamento de 10 mil euros, no âmbito do programa BIP PROOF e garantidos pela Fundação Amadeu Dias. Com esse valor, os investigadores estão neste momento a construir um protótipo à escala real, no INEGI, que contam usar para “ajudar a divulgar o potencial da ideia e procurar investimento para continuar o desenvolvimento do projeto”, refere Daniel Pina. O investigador acrescenta ainda que, enquanto engenheiro, o maior sonho será sempre fazer chegar o produto ao mercado, “providenciando uma solução que resolva, de facto, um desafio real da sociedade”, conclui.

"Todos ambicionamos que o trabalho científico faça diferença"

Quando ingressou na Universidade do Porto, há cerca de 20 anos, a investigadora e docente Colette Maurício percebeu rapidamente que a sua verdadeira paixão era a investigação. Estava em fase de concluir o doutoramento e, graças ao contacto com “cientistas fabulosos”, percebeu como “a ciência (básica ou aplicada) é fascinante”. E assim tem sido, até à data, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS – Universidade do Porto). Apesar do trabalho desenvolvido noutras áreas, o grupo de investigação que Colette Maurício lidera tem-se dedicado ao desenvolvimento de terapias celulares. Tudo começou a pensar nos humanos, mas, recentemente, começaram a dedicar-se também a terapias celulares veterinárias. Um dos projetos de investigação deste grupo é o REGENERA, focado em células estaminais. Surgiu quando a equipa do ICBAS foi confrontada com o dado de que perto de um terço dos cavalos de corrida termina a sua jornada com uma lesão grave que, na maior parte dos casos, nem a cirurgia consegue resolver. Partindo desse problema, as investigadoras começaram a testar o uso de células estaminais e terapias celulares para promover a regeneração dos tecidos danificados, de modo a possibilitar uma cura mais rápida e eficiente, e permitindo que o cavalo volte a correr. “Já tratámos mais de 30 cavalos e os resultados são muito promissores. Todos os animais conseguiram recuperar o seu funcionamento”, conta a investigadora. Até ao momento, esta terapêutica já foi utilizada em cavalos em cães, aliviando dores nas articulações e permitindo a regeneração de tendões e ligamentos. É verdade que a ciência sempre esteve na vida de Colette Maurício, que cresceu com uma mãe bióloga e um avô médico, ambos empenhados em incutir-lhe o gosto pela temática. Começou por licenciar-se em Medicina Veterinária e durante o doutoramento trabalhou em fisiologia. Mas depois desse capítulo decidiu mudar radicalmente de área, passando para Medicina Regenerativa e Engenharia dos Tecidos, na qual trabalha atualmente na companhia de “excelentes investigadores que são também excelentes indivíduos”, diz. No entanto, não deixa de ser curioso que um dos seus principais sonhos de criança fosse crescer e ser escritora, atividade que ainda hoje lhe dá muito prazer mesmo que se traduza “apenas” em textos científicos, uma grande parte do seu trabalho como cientista.  No futuro, um dos seus sonhos é alargar o tratamento REGENERA a outras espécies animais, para continuar a melhorar a vida das mesmas, mas também ao tratamento em humanos. O grupo já começou a trabalhar noutro tipo de terapias celulares, a partir da geleia de Whärton e do sangue do cordão umbilical, bem como da polpa dentária de dentes definitivos. Têm também projetos na área da regeneração óssea, neuromuscular e vascular. “O nosso trabalho é sempre desenvolvido numa perspetiva de aplicação clínica”, refere a investigadora, que admite ser muito importante que “o trabalho científico desenvolvido faça diferença, melhorando efetivamente a vida de pessoas e animais” e saindo do papel e do laboratório. Para a docente, esta é uma área científica com um crescimento e evolução muito rápidos, o que irá permitir a descoberta de tratamentos para muitas patologias num futuro próximo. “Os progressos atingidos brevemente serão inimagináveis, de certeza absoluta”, refere. Valorizando muito o trabalho em equipa, Colette Maurício não tem dúvidas de ter escolhido a Universidade e a área certas: “Tudo isto não é trabalho de uma pessoa só, mas sim de uma equipa fabulosa e que ainda hoje me faz ter a certeza que tomei a decisão certa ao começar a trabalhar nesta área. Sem estudantes de doutoramento e pós-doutoramento, tudo parava. E é a eles que agradeço tudo o que temos conseguido”, conclui.   

À conversa com as empresas: Eduardo Soares, da Amorim Cork Composites

Nesta edição da rubrica "À conversa com as empresas" fomos conversar com Eduardo Soares, Diretor de Inovação da Amorim Cork Composites. "É fundamental percebermos qual o papel e a missão que cada instituição desempenha e o que isso obriga na gestão correta e eficiente do papel de cada uma na sociedade.", referiu o diretor. P: Qual a importância da relação da Amorim com o meio científico e tecnológico? R: A estratégia de inovação e desenvolvimento de produto da Amorim Cork Composites é muito focada na criação de valor sustentável e diferenciador, pela natureza da sua matéria-prima, a cortiça. Acreditamos que as características únicas deste material são fonte inesgotável de curiosidade e investigação. Por isso, no centro da nossa atividade estão as parcerias com o meio cientifico e tecnológico, numa lógica de inovação aberta e procura de conhecimentos em vários departamentos. Desde a química, a tecnologia de materiais, a biologia ou a mecânica, procuramos sinergias que complementem o nosso portefólio e que connosco gerem valor acrescentado na resposta a cada desafio. P: Como é que a Amorim tem vindo a interagir com a Universidade do Porto? R: Os projetos de I&D, os estágios, feiras de emprego ou pós-graduações são as formas mais habituais de interação. A proximidade ao meio académico é relevada e valorizada na nossa organização. Não só numa lógica de investigação e colaboração, mas também na atração de recursos humanos qualificados para a nossa atividade. Estamos sempre disponíveis para receber novas propostas de interação que permitam agilizar e potenciar os melhores resultados para todas as partes envolvidas. P: Quais os principais desafios que dois agentes têm pela frente, no que toca à inovação nacional? R: É fundamental percebermos qual o papel e a missão que cada instituição desempenha e o que isso obriga na gestão correta e eficiente do papel de cada uma na sociedade. Se o papel da Amorim Cork Composites se centra na valorização da cortiça e criação sustentável de valor para os seus acionistas, o papel da Universidade do Porto será sempre o de formar recursos, desenvolver investigação, valorizar e reforçar o seu posicionamento no meio académico e capturar investimento público ou privado. O desafio, de um modo geral, é termos cada vez mais pessoas de ambos os interlocutores com experiências mistas, de forma a melhorar entendimentos mútuos e facilitar a comunicação. É também essencial que a Amorim Cork Composites seja capaz de transmitir à Universidade do Porto alguns dos seus desafios tecnológicos e que estes sejam acolhidos e trabalhados na Universidade do Porto. Isto exige reforçar o espírito de inovação aberta e partilha de conhecimento por ambas as partes.

Páginas