O final de 2024 foi de verdadeiro reconhecimento para o trabalho da Sysnovare, uma empresa spin-off da Universidade do Porto criada em 2009 e que se dedica, desde então, ao desenvolvimento de soluções, que simplifiquem o dia-a-dia quer das pessoas quer das empresas. A empresa foi distinguida com o Estatuto INOVADORA COTEC 2024 e também com o Selo ID: Reconhecimento de Idoneidade na Prática de Atividades de Investigação e Desenvolvimento (I&D), atribuído pela Agência Nacional de Inovação (ANI).

“Este reconhecimento por parte da COTEC é, para toda a equipa da Sysnovare, um motivo de orgulho e de extrema importância, uma vez que a atribuição pública do estatuto de ‘Inovadora’ reconhece o nosso desempenho diário e constante na inovação, mas também pela abrangência financeira do estatuto e o reconhecimento de um crescimento rentável e da nossa robustez financeira”. São palavras de Rui da Silva Santos, CEO da empresa.

A distinção da COTEC é atribuída mediante um conjunto de indicadores relacionados com recursos humanos, solidez financeira ou desempenho ao nível da Investigação & Desenvolvimento (I&D). Para se habilitarem a ganhar, as empresas devem apresentar uma candidatura. A empresa – também spin-off da FEUP – aponta a distinção da COTEC – uma entidade que reconhecem como de referência em Portugal na promoção da inovação e da competitividade empresarial - como um marco significativo para a Sysnovare, assinalando o contributo da empresa para a transformação digital e na implementação de tecnologias avançadas.

Por sua vez, o Selo ID – atribuído pela ANI – certifica a capacidade e competência da Sysnovare na realização de atividades de I&D. Consiste no reconhecimento de idoneidade que atesta a competência da empresa em realizar as suas atividades e permitirá, ou pelo menos assim o espera a equipa, “diferenciar a Sysnovare face à concorrência no desenvolvimento e entrega de soluções diferenciadoras e de valor acrescentado aos clientes”, refere Rui da Silva Santos.

Sobre a Sysnovare

Criada em 2009 na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, a Sysnovare cria, desenvolve e implementa soluções informáticas inovadoras que visam acrescentar valor ao negócio dos seus clientes. Foca-se em áreas como gestão académica, gestão de contraordenações ou gestão de recursos humanos, e trabalha já em vários mercados internacionais.

Neste momento encontra-se a desenvolver três soluções distintas nas áreas acima mencionadas: Sysnovare RH Suite (gestão de capital humano), Sysnovare GIC Suite (gestão de contraordenações e fiscalização) e Nóladge (gestão académica). “Cada uma destas soluções já tem implementados projetos de inovação”, refere Rui Santos. “É o caso do OCR (Optical Character Recognition), que permite acelerar a execução de muitos processos, assim como o aprofundamento da Inteligência Artificial (IA), cuja implementação e treino temos em vigor desde 2020”, acrescenta.

Em 2025 a spin-off U.Porto planeia, então, dar continuidade a projetos anteriores, uma vez que quando falamos em atividades de I&D falamos, automaticamente, “em processos longos e pacientes no que toca a obter resultados concretos”, refere Rui da Silva Santos. Como o próprio costuma dizer à sua equipa: “Por vezes no decorrer do processo de investigação descobrimos apenas uma forma de como algo não deve ser feito para atingirmos o resultado esperado e temos de reiniciar todo o processo novamente”.

No entanto, isso não tira os olhos da Sysnovare do futuro. Pretendem continuar a aprofundar a disponibilização da IA “de forma preditiva e aplicável” às áreas de negócio em que atuam, bem como investir em novas formas de melhorar os processos de comunicação entre os utilizadores das suas diversas soluções. “Estamos assim perante um ano de 2025 que trará a público um conjunto enorme de funcionalidades e benefícios dos trabalhos que temos vindo a desenvolver nos nossos "laboratórios", conclui Rui da Silva Santos.