A Universidade da Beira Interior foi a anfitriã do o 1.º Evento Nacional do projeto UI-CAN Universidades como Interface para o Empreendedorismo, com o intuito de dar a conhecer as ideias de negócio que têm beneficiado das diferentes iniciativas promovidas pelas sete universidades que integram o consórcio. Os projetos Karion Therapeutics, Kindology e P4Regenera foram distinguidos na Mostra Nacional de Ideias de Negócio.

No período da manhã, a após a apresentação do projeto e dos resultados já alcançados, as sete equipas vencedoras dos concursos de ideias de negócio de cada universidade parceira do UI-CAN subiram ao palco para defender ao seu projeto perante um júri constituído pela Agência Nacional de Inovação, o NEST Centro de Inovação do Turismo e a Demium.  

A ideia vencedora “Karion Therapeutics”, da Universidade do Minho, foi apresentada por Marta Costa, uma das promotoras, que trabalhou em conjunto com Fátima Baltazar, Fernanda Proença e Teresa Dias Coelho no desenvolvimento do projeto. O mesmo consiste numa molécula promissora para tratar o cancro renal, que pode beneficiar das vantagens associadas à designação de “medicamento órfão”, nomeadamente regulamentares e relacionadas com os requisitos necessários para os ensaios em humanos.

Subiram ainda ao pódio os projetos “Kindology,” da Universidade de Aveiro e “P4Regenera”, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Kindology é uma marca e comunidade de impacto social dedicada a tornar a saúde mental acessível a todos, através de uma metodologia inspirada em Robin Hood que gera fundos para apoiar comunidades e populações desfavorecidas a partir da prestação de serviços de saúde mental em empresas. João Costa, um dos promotores da equipa, referiu que “de acordo com os dados obtidos pela Organização Mundial de Saúde, que identificam um ROI de 4€ por cada 1€ investido em saúde mental, o modelo designado de “Social Responsibility-as-a-Service” coloca a Kindology ao lado de grandes empresas na resolução conjunta dos problemas de saúde mental.

Já o P4Regenera propõe um produto regenerador e biodegradável para o tratamento de lesões cutâneas graves em cães e gatos. Para a investigadora Maria dos Anjos Pires “mais do que cicatrizar, este produto estimula e acelera os mecanismos de regeneração tecidular dos animais. Ao ser aplicado na ferida e absorvido, diminui a frequência da mudança de penso e, consequentemente, a produção de lixo e desperdícios em contexto clínico. Por outro lado, contribui para a diminuição da pegada ecológica no que diz respeito ao uso de antibióticos e antisséticos habitualmente utilizados no tratamento deste tipo de feridas”. 

Para além desta mostra, o evento contemplou ainda a dinamização de uma mesa redonda, subordinada ao tema “Inovação na promoção do empreendedorismo”, na qual estiveram presentes Diogo Gomes Araújo (Agência Nacional para a Inovação), José Rui Soares (BTEN Consulting) e Paula Parreira (NanoPyl), seguindo-se um período para reuniões entre investidores e as equipas que venceram os programas de aceleração dinamizados nas sete universidades.

 

Este concurso aconteceu no âmbito do UI-CAN, um projeto financiado pelo Compete 2020, Portugal 2020 e União Europeia. O UI-CAN é liderado pela Universidade de Aveiro, contando ainda com o envolvimento da Universidade da Beira Interior, a Universidade do Porto, a Universidade do Minho/TecMinho, a Universidade de Coimbra, a Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro e a Universidade de Évora.