
A Ecoinside - Sustentabilidade e Ecoeficiência tem como missão “projetar soluções e tecnologias inovadoras que potenciem o desenvolvimento das empresas e das cidades, que contribuam para a descarbonização da economia, para a transição energética e para mitigar as alterações climáticas”. Com essa visão diária, a Ecoinside acompanha organizações que querem alinhar desempenho económico com responsabilidade ambiental e social, procurando ser uma referência na matéria da ecoeficiência e da sustentabilidade.
A empresa foi uma das primeiras empresas com génese na Universidade do Porto a receber a chancela spin-off. Celebram este ano 20 anos de existência e de muitas conquistas, prémios e missões cumpridas. "Agimos hoje para que nada falte amanhã" - referem como o seu mote.
Vamos conhecê-los melhor?
1. Como é um típico dia de trabalho na Ecoinside?
Um dia típico na Ecoinside cruza terreno e estratégia, planeamento e execução. Há equipas no terreno, a instalar ou a acompanhar centrais fotovoltaicas, soluções de mobilidade elétrica e outros projetos de eficiência energética, enquanto outras estão em gabinete a desenhar novas soluções, a analisar dados, a preparar propostas e a garantir que cada projeto responde bem às necessidades de cada cliente.
Ao mesmo tempo, há um trabalho constante de articulação entre engenharia, operação e gestão, para prioridades, resolver desafios e assegurar que tudo avança com qualidade e dentro dos prazos. Isso faz com que os dias sejam muito dinâmicos, porque tanto podemos estar focados num detalhe técnico como, logo a seguir, numa decisão estratégica ou numa reunião com um cliente.
No fundo, o dia a dia na Ecoinside tem muito de energia em movimento: pensar, construir, ajustar, acompanhar e melhorar continuamente. E talvez seja isso que o torna tão estimulante — saber que o nosso trabalho combina visão, capacidade de execução e impacto real no terreno.
2. O que fazem, enquanto equipa, quando se sentem menos criativos ou animados?
Quando a criatividade ou a energia baixam, a primeira coisa que fazemos é criar espaço para parar, falar e respirar. Partilhamos o que nos está a bloquear, trocamos perspetivas e, muitas vezes, mudamos de contexto durante algum tempo — por exemplo, alguém da engenharia senta-se com alguém das operações, ou juntamos pessoas de projetos diferentes à mesma mesa.
Também valorizamos momentos informais — um café, um almoço em conjunto, uma pequena celebração depois de fecharmos um projeto exigente — porque sabemos que a motivação raramente se recupera sozinho em frente ao ecrã. A filosofia Thrive que estamos a construir lembra-nos precisamente isso: cuidar das pessoas é condição para fazermos melhor trabalho.
3. Porquê o nome Ecoinside?
O nosso nome original era Ecoin, mas poucos meses após a fundarmos, uma empresa da área da contabilidade com essa designação apresentou um pedido junto do IRN para que deixássemos de o poder usar. Isso obrigou-nos a encontrar uma alternativa, sem perder a ideia de base que estava na origem do nome.
Entre as hipóteses que equacionámos — Ecoinside e Ecoindoor — sentimos que Ecoinside era a que melhor traduzia o que queríamos afirmar: a sustentabilidade não como algo decorativo ou exterior, mas como algo que deve estar inside, dentro das organizações, das decisões e da forma de trabalhar.
No fundo, o novo nome acabou por reforçar ainda mais a nossa identidade e a visão com que sempre quisemos construir a empresa.
4. Quem é a pessoa mais divertida da empresa?
A Joana e o Fernando são, sem dúvida, quem alegra a equipa a todo o momento.
5. Se pudessem escolher um só sonho a alcançar com a Ecoinside, qual seria?
Se tivéssemos de escolher um só sonho, seria tornarmo-nos uma referência europeia na conceção e implementação de estratégias e tecnologias que ajudem organizações e comunidades a avançar de forma consistente e corajosa na transição para um modelo mais sustentável.
Sabemos que a sustentabilidade plena é um horizonte que nunca se alcança de forma definitiva. Talvez por isso seja tão mobilizadora. O nosso sonho é estar na linha da frente desse caminho, ajudando a transformar ambição em prática, inovação em impacto e visão em futuro.
6. Quais os planos da Ecoinsidepara o futuro mais próximo?
No futuro próximo, queremos consolidar três frentes principais: Executar com excelência os projetos estruturantes que temos em curso, desde grandes centrais fotovoltaicas a redes de carregamento de veículos elétricos e projetos de eficiência energética em organizações públicas e privadas; Aprofundar a inovação, com projetos de I&D como o Luminspect, novas soluções de gestão de energia e o desenvolvimento do nosso sistema Thrive, que liga desempenho, desenvolvimento das pessoas e sustentabilidade; Reforçar o nosso papel como parceiro estratégico das empresas e instituições com quem trabalhamos, ajudando-as a cumprir metas de descarbonização, de reporte ESG e de investimento mais informado na área da energia e da sustentabilidade.
7. O que aprenderam, até agora, com esta jornada empreendedora? E com as pessoas com quem trabalham?
As lições foram tantas, e continuam a ser, que provavelmente precisaríamos de outra conversa só para as partilhar todas. Mas, se tivermos de resumir, talvez a maior aprendizagem destes 20 anos tenha sido esta: empreender exige muita resiliência. Exige saber continuar quando as coisas não correm como imaginávamos, manter a clareza nos momentos de maior pressão e não desistir só porque o caminho se tornou mais difícil.
Aprendemos também que vale mais a pena pensar sempre nas soluções para os problemas do que nos problemas para cada solução. Quem empreende não pode ficar preso ao bloqueio, à dificuldade ou ao "isto não vai dar". Tem de treinar a capacidade de olhar para a frente, perceber o que pode ser feito, ajustar o que for preciso e voltar a tentar.
Ao longo desta jornada, confirmámos muitas vezes que empreender é testar, avaliar e corrigir. Nem sempre o caminho escolhido é o mais certo. Nem sempre uma decisão gera o resultado esperado. E isso não significa falhar; significa aprender a tempo, corrigir com humildade e seguir com mais conhecimento, mais maturidade e mais foco.
Também aprendemos muito com as pessoas com quem trabalhamos. Aprendemos que uma equipa forte faz toda a diferença, que perspetivas diferentes ajudam a ver melhor, e que muitas vezes as melhores respostas aparecem quando existe confiança, entreajuda e vontade genuína de construir em conjunto.
E há uma coisa mais improvável que ficou, e que talvez seja a mais engraçada de explicar a quem está de fora: ao longo dos anos, desenvolvemos um reflexo quase automático de pensar sempre no plano B. Na Ecoinside, isso tem até uma expressão própria que ficou — "E se essa pessoa cair da ponta da Arrábida, como faremos?" — que usamos quando queremos garantir que nenhum projeto, nenhuma decisão e nenhum processo depende de uma única pessoa ou de um único cenário. É uma forma um pouco irreverente de levar muito a sério algo que aprendemos da forma mais difícil: a robustez de uma equipa e de uma organização mede-se pela sua capacidade de continuar, independentemente do que aconteça.
8. Se uma criança um dia vos disser “Quero ser empresário/a!”, qual seria o vosso primeiro conselho?
Diríamos que ser empresário não é ter uma “ideia genial” e esperar que tudo aconteça. É escolher um problema que valha a pena resolver, aprender muito, ouvir quem sabe mais do que nós e estar disponível para errar, corrigir e continuar.
Sobretudo, é perceber que nenhum projeto se constrói sozinho: o mais importante é formar uma boa equipa, tratar bem as pessoas e alinhar sempre o que fazemos com os valores que defendemos.
E diríamos também: começa já. Não precisas de esperar por ser adulto para começar a resolver problemas à tua volta.
9. Quais os vossos sonhos pessoais?
Os nossos sonhos pessoais não vivem separados do que fazemos todos os dias. Há uma linha muito ténue, para nós, entre o que somos como pessoas e o que construímos como empresa — e talvez seja isso que mais nos define depois de 20 anos.
O que desejamos, genuinamente, é acordar cada dia com a convicção de que o nosso trabalho está a contribuir para algo que vale a pena. Não em abstrato, não apenas em métricas ou relatórios, mas nas pessoas concretas com quem trabalhamos, nas organizações que ajudamos a mudar e nas comunidades onde esses projetos ganham vida.
Sonhamos com uma equipa que cresça não só em número ou em competência técnica, mas em confiança, em propósito e na certeza de que o que fazem importa. Porque, no fundo, acreditamos que as pessoas que se sentem parte de algo maior trabalham de forma diferente — e isso reflete-se em tudo.
Se daqui a outros 20 anos pudermos olhar para trás e dizer que ajudámos a mudar a forma como organizações e comunidades encaram a sustentabilidade, que fizemos isso com rigor, com coerência e com as pessoas certas ao nosso lado, então teremos cumprido o mais importante desse sonho.
10. Como é, para vocês, ser membro da família de spin-offs da U.Porto, o The Circle?
Ser parte da família de spin-offs da U.Porto, o The Circle, é manter viva a ligação à casa onde nascemos como empresa. A Ecoinside nasceu como spin-off da Universidade do Porto e tem beneficiado, desde então, dessa proximidade entre academia e mundo empresarial.
Estar no The Circle permite-nos partilhar desafios com outras equipas que também estão a transformar conhecimento académico em projetos com impacto, trocar experiências sobre crescimento, inovação e investimento e, ao mesmo tempo, integrar um ecossistema que impulsiona a inovação em Portugal.
Para nós, isso representa uma combinação de orgulho e responsabilidade: orgulho por vermos a Ecoinside reconhecida como spin-off da U.Porto e responsabilidade porque sabemos que o nosso percurso pode inspirar quem está agora a dar os primeiros passos.






